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segunda-feira, 23 de março de 2009

Respeitável público... Vai começar a brincadeira!

Escola Pernambucana de Circo leva a magia do picadeiro aos jovens da periferia

Por Amanda Sena

Sérgio Bernardo

“Uma pirueta, duas piruetas. Bravo, bravo!” Em cena, os meninos e meninas que encontraram na arte circense mais do que uma paixão, uma perspectiva de futuro. Os versos de Chico Buarque ajudam a ilustrar a rotina de aulas e treinamentos que envolvem os jovens que fazem parte da Organização não Governamental (ONG) Escola Pernambucana de Circo. Criada em 1996, a EPC começou a traçar sua história junto a comunidade do Brum, no bairro do Recife. Na formação das crianças, aulas de acrobacias de solo e aéreas, pirofagia, malabares, trapézio e todas as outras técnicas que permeiam o universo do picadeiro. Porém, os educadores da ONG têm uma preocupação que vai além das técnicas: a formação pedagógica e social dos alunos.

Alcançar esse objetivo não foi tarefa fácil. Entre os anos de 1998 e 2000, a escola perdeu seu espaço no bairro do Recife e se tornou uma “trupe mambembe”. Somente depois desses dois anos o grupo conseguiu a partir de uma de uma doação, reformar um espaço cedido pela associação dos moradores do Buriti, comunidade localizada no bairro da Macaxeira, que passou a funcionar como espaço para as aulas. No ano passado, a ONG recebeu mais uma doação e concretizou o sonho de ter uma sede própria com os formatos adequados para os treinamentos acrobáticos. Batizada de ‘Centro Circo da Juventude’ o espaço atende hoje cerca de 100 crianças e adolescentes que estudam em escolas municipais do entorno e também da comunidade do Brum. “ Atendemos crianças a partir dos seis anos, sem limite de idade. Eles acabam percebendo o momento de seguir com a arte, ou deixá-la. O projeto não é específico para quem quer ser artista circense. É um projeto de formação social”, explicou o educador da EPC, Blau Lima.

“Trabalhamos com um processo de educação humana. Queremos fomentar o pensamento crítico e reflexivo dessas crianças através da arte. Queremos dar voz a essas crianças”, disse a coordenadora geral da ONG, Fátima Pontes. E é a voz dessa juventude que reverbera durante todo processo, para isso o projeto também é coordenado pelos jovens Cleiton Orman, de 22 anos, e Suenne Sotero, de 20. “ O espaço tem uma linguagem jovem e escuta o que os jovens querem”, completou Fátima.

Para os jovens que pretendem seguir a carreira no circo, a escola já formou a própria trupe composta por ex-alunos que se tornaram educadores. A “Trupe Circus” já montou seis espetáculos e, recentemente, estreou o mais novo número intitulado de “Ilusão - Um ensaio melodramático circense”. O primeiro em sede própria. Para jovens como Felipe Nascimento, a trupe é uma esperança de futuro. “ Sonho em virar artista de circo, ter o meu próprio tecido e me desenvolver na arte”, disse Felipe, que treina diariamente o tecido acrobático, que é praticado em um tecido duplo onde o artista faz os movimentos suspenso.

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 23/03/2009

quinta-feira, 5 de março de 2009

“Poiesis” com arte e tecnologia*

Levar a arte adiante, deixá-la caminhar. Essa é a evolução do significado original da palavra “Poiesis” - do grego: fazer - que intitula a exposição que começa hoje e vai até o dia 29 de março, no Museu do Estado. As artistas plásticas Carmen Gebaile, Gersony Silva, Luciana Mendonça, Lucy Salles, Mabsa, Paula Salusse, Sonia Talarico e Thaís Gomes, apesar de serem independentes, apresentam em seus trabalhos vários pontos de intercessão no que diz respeito ao uso da pluralidade da tecnologia em favor da compreensão da arte como forma de expressão. Fotografia, impressões digitais, projeções e plotagens são alguns dos recursos utilizados como forma de aproximar o público do discurso das instalações.

“Essa é a oportunidade das pessoas verem as instalações, conhecerem a forma de garimpo desse material e a trajetória dos artistas”, explicou a coordenadora da exposição, Lucia PY. Com curadoria de Risoleta Córdula, a exposição também vai contar com o apoio de projeções e revistas que servirão de suporte para a compreensão do trabalho e dos “signos” utilizados pelos artistas em suas obras como um todo.

Os visitantes poderão ainda ter a oportunidade de participar de algumas atividades artísticas relacionadas à arte contemporânea e técnicas usadas pelas expositoras. “Cada artista propôs uma atividade diferente aproxime o público do universo dos artistas. No meu caso, iremos trabalhar a repetição, que está presente no meu trabalho, através do desenho e da forma” disse, Gersony Silva. A abertura da exposição acontece hoje a partir das 20h.

Serviço
Museu do Estado de Pernambuco
Exposição “Poiesis” - De 05 a 29 de março
Visitação: de terça a sexta-feira, das 9h às 17h / Sábados e domingos 14h às 17h
Rui Barbosa, 960 - Graças
Telefone: 3184-3170


* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 05/03/2009