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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

No ritmo da beleza

Dançar é uma boa opção para queimar as gordurinhas

Verão, férias, Carnaval... Os motivos são muitos para querer garantir a boa forma. Mas cá entre nós, é bem verdade que muitas vezes bate aquela preguicinha de encarar a academia. Para muitas pessoas, a rotina aeróbica não pode ser definida como atrativa. Pensando nisso, muitas academias encontraram na dança uma forma de fidelizar um público diferenciado, além de diversificar o quadro de opções oferecidas. Atividade aeróbica de alta eficácia, o exercício conquistou adeptos de variadas idades em muitas academias da Cidade.

Os ritmos são os mais diversos: forró, axé e funk encabeçam a lista dos mais pedidos. Mas nesta época do ano, a procura por ritmos pernambucanos costuma aumentar bastante. “Perto do Carnaval, as pessoas querem aprender maracatu, frevo, caboclinho para fazer bonito”, diz o professor Sílvio Mangueira, que atualmente dá aula para três turmas - média de 30 alunos, cada. A modalidade de aulas chamada de aerodance, ou aeropop, já é uma verdadeira febre entre os alunos que querem perder peso de uma forma mais divertida.

“A aula tem duração de um hora e, como os ritmos são bastante fortes e acelerados - característica que configura a atividade aeróbica - ajudam muito na perda de peso. Dependendo do metabolismo de cada pessoa, pode-se perder em média de 400 a 600 calorias por aula”, explica o professor.

A dança ainda traz outras vantagens. Além de ser excelente na queima das gordurinhas, é uma forma lúdica de se praticar atividade física. Sem contar que não tem nenhuma contra-indicação. “Qualquer tipo de pessoa pode acompanhar a aula. De jovem a pessoas mais idosas, o objetivo é se divertir. Tenho alunas que costumam falar que eu sou o terapeuta delas. Para quem vive estressado com trabalho, essa é a melhor forma de extravasar”, brinca Sílvio.

As aulas são todas coreografadas com as músicas “do momento”. A comerciante Josilene Francisca é adepta da modalidade há quase 10 anos e ao longo desse tempo conquistou excelentes resultados. “Cheguei a perder 10 quilos apenas com a dança. Somente agora que comecei a conciliar a dança com a musculação. Gosto da dança porque ao mesmo tempo que você malha, você também se diverte”, explica Josilene.

A paixão é tanta que a comerciante acompanha o professor aonde ele for. E além de ser fiel ao mentor, ainda leva as amigas para aprender os passos na malhação. “Já levei quatro amigas para as aulas. Geralmente no começo é difícil até a pessoa conseguir aprender os passos e acompanhar tudo. Tem que gostar de dançar. Mas depois é legal porque usamos as coreografias nas saídas a noite. A gente tem um grupinho e normalmente sempre me pedem para puxar um passo”.


Serviço
Hi Academia
Fones: 3269 2206 / 3341 2938/ 3442 6402

www.hiacademia.com.br


* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 31/01/2010

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A hora e a vez dos “naturebas”

Os chamados “produtos do bem” utilizam ativos vegetais e não fazem teste em animais, mas qual será a diferença no final?

Em um mundo cada vez mais preo­cu­pa­do com cons­ciên­cia am­bien­tal, nem mes­mo os cos­mé­ti­cos es­ca­pam da mis­são ati­vis­ta de ser um “po­li­ti­ca­men­te cor­re­to”. Consumi­doras se­den­tas por no­vi­da­des, pro­cu­ram pro­du­tos que além de tra­ze­rem be­ne­fí­cio para be­le­za, sejam tam­bém na­tu­rais, res­pei­tem o meio am­bien­te, e que sejam pro­du­zi­dos por em­pre­sas socio, e eco­lo­gi­ca­men­te, res­pon­sá­veis.

No mer­ca­do, as op­ções são mui­tas. As mar­cas in­ves­tem no filão. Natura, Granado, Phytoervas, The Body Shop, são exem­plos que re­no­vam a cada ano suas li­nhas de pro­du­tos, sem­pre com base em ati­vos mi­ne­rais, ou ve­ge­tais. Além disso, a forma como esses agen­tes serão ex­traí­das da na­tu­re­za tam­bém são uma preo­cu­pa­ção cons­tan­te.

A “The Body Shop” - em­pre­sa in­gle­sa fun­da­da por Anita Roddick - foi uma das pri­mei­ras mar­cas a apre­sen­tar ao mundo o con­cei­to de cos­mé­ti­co na­tu­ral. Na prá­ti­ca, porém, os cos­mé­ti­cos se­guem a linha das mar­cas tra­di­cio­nais, com uma pi­ta­da de in­gre­dien­te na­tu­ral ape­nas para cons­tar no ró­tu­lo. Entre­tanto a em­pre­sa man­tém até hoje uma forte mi­li­tân­cia pela de­fe­sa dos ani­mais, bem co­mo pelas cau­sas so­ciais e am­bien­tais

Nacional, a Natura pos­sui uma linha de ma­quia­gem que subs­ti­tui in­su­mos tra­di­cio­nais de ori­gem mi­ne­ral, pelos ve­ge­tais, uti­li­zan­do fon­tes re­no­vá­veis de ma­té­rias-pri­mas e con­tri­buin­do para a re­du­ção do im­pac­to pro­du­tos no meio am­bien­te. Além disso, a em­pre­sa tra­ba­lha com uma po­lí­ti­ca de pro­du­tos com refis, ati­tu­de que di­mi­nui o con­su­mo de re­cur­sos na­tu­rais na pro­du­ção de em­ba­la­gens e con­tri­bui com o con­cei­to eco­lo­gi­ca­men­te sus­ten­tá­vel dos 3Rs - re­du­ção, reu­ti­li­za­ção e re­ci­cla­gem. Além de ser uma opção mais eco­nô­mi­ca, o refil con­so­me em média 20% menos re­cur­sos na­tu­rais do que a em­ba­la­gem re­gu­lar.

Porém, dian­te de tan­tas pro­mes­sas e atua­ções en­ga­ja­das. A es­co­lha dos cos­mé­ti­cos, deve sem­pre ser am­pa­ra­da na opi­nião de pro­fis­sio­nais. A es­pe­cia­lis­ta em me­di­ci­na es­té­ti­ca, Juliana Erthal, faz um aler­ta. “O cui­da­do das pes­soas não tem que estar ape­nas li­ga­do ao fato do pro­du­to ter uma subs­tân­cia de ori­gem ve­ge­tal, ou não. Esse as­pec­to não sig­ni­fi­ca que ela é to­tal­men­te na­tu­ral. É im­por­tan­te lem­brar que o pro­du­to pas­sou por um pro­ces­so de in­dus­tria­li­za­ção. Algumas pes­soas podem ter uma ideia equi­vo­ca­da a esse res­pei­to.

Juliana afir­ma que al­gu­mas subs­tân­cias de ori­gem ve­ge­tal, de fato têm ação com­pro­va­da. Como o caso dos óleos de se­men­te de uva, que é muito uti­li­za­do em pro­du­tos para a hi­dra­ta­ção da pele. As­sim como a an­di­ro­ba, o cu­pua­çu e ou­tras ati­vos re­ti­ra­dos da Amazônia. “É im­por­tan­te saber que pelo fato do pro­du­to ser na­tu­ral, ele não possa cau­sar ir­ri­ta­ção ou rea­ção alér­gi­ca. Uma de­ter­mi­na­da “subs­tân­cia X”, pode ser na­tu­ral, e por con­ta da for­mu­la­ção, ou da ma­ni­pu­la­ção, cau­sar algum tipo de rea­ção”, com­ple­ta a mé­di­ca.

Para não cor­rer ris­cos, o ideal é que antes de usar qual­quer tipo de cos­mé­ti­co, cre­me ou pro­du­to de be­le­za, seja ele na­tu­re­bas, ou não, a pes­soa deve sem­pre pro­cu­rar um mé­di­co es­pe­cia­lis­ta em der­ma­to­lo­gia e me­di­ci­na es­té­ti­ca, para que esse pro­fis­sio­nal possa ava­liar o tipo de pro­du­to mais ade­qua­do para cada de­ter­mi­na­do tipo de pele. “Os pro­du­tos das cha­ma­das li­nhas de cos­mé­ti­cos podem ser uti­li­za­dos. Porém, eles não estão em­ba­sa­dos em pes­qui­sas cien­ti­fi­ca­men­te com­pro­va­das. Por isso, na maio­ria das vezes, essas não são as pri­mei­ras es­co­lhas dos mé­di­cos”.

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 24/01/2010