Algumas pessoas podem já ter lido os próximos dois artigos que irei postar. Ambos foram publicados no site do JC, na parte de colaboradores. Resolvi publicá-los novamente numa tentativa de concentrar todos os meus textos aqui nesse espaço. Então, quem já leu pode ler de novo... E quem ainda não leu, essa é a chance!
A célebre frase que foi imortalizada, recentemente, na voz do Capitão Nascimento, vivido por Wagner Moura no filme Tropa de Elite, já está na boca de todos, nos quatro cantos do País. É fato.
Mas, apesar de no filme, a frase fazer menção ao treinamento do batalhão de operações especiais da polícia (Bope), ultimamente ela parece fazer parte da minha realidade. Não é que tenho ouvido o 'tal capitão' berrar no meu ouvido!?
Calma, calma... não ando fantasiado com Wagner Moura (não que ele não mereça), mas o contexto dos gritos que estão ecoando nos meus ouvidos é outro. Tenho escutado a tal frase sempre que me deparo com uma situação que parece me enxotar da minha cidade, ou do meu Estado e até do meu País.
Explico. Sabe aqueles momentos quando em menos de uma semana, você recebe várias notícias de amigos, tios, primos que foram assaltados? Pronto. A cada má notícia, vem a voz: "Pede pra sair! Pede pra sair!"
Ou quando você, depois de um dia longo de trabalho, senta para assistir ao telejornal e passa por um verdadeiro teste de estômago em meio a uma enxurrada de notícias trágicas e vergonhosas. Mais uma vez: "Pede pra sair! Pede pra sair!"
Renan não ter sido caçado: "Pede pra sair! Pede pra sair!"
O pior é que cada um desses "Pede pra sair" tem um tom diferente. De medo, de decepção, de "desiste que não tem mais jeito". Cada um parece ter um significado próprio, mas todos dizem pra ir embora.
Aos 25 anos, tenho cada vez mais amigos e conhecidos morando fora do País. As vezes me dá a impressão de que não vai sobrar ninguém aqui, só eu. E aumenta a vontade de sair.
Mas aí é que está o xis da questão.
Queria sair porque tenho vontade de ver o mundo, de conhecer coisas novas, ver outras culturas... Não porque tem um voizinha me atormentando, me mandando abandonar o barco porque ele pode afundar a qualquer momento.
Quero poder sair, mas quero poder voltar. Quero ir e vir. Porque aqui é minha cidade, meu Estado, meu País. E ninguém vai me mandar sair!
A célebre frase que foi imortalizada, recentemente, na voz do Capitão Nascimento, vivido por Wagner Moura no filme Tropa de Elite, já está na boca de todos, nos quatro cantos do País. É fato.
Mas, apesar de no filme, a frase fazer menção ao treinamento do batalhão de operações especiais da polícia (Bope), ultimamente ela parece fazer parte da minha realidade. Não é que tenho ouvido o 'tal capitão' berrar no meu ouvido!?
Calma, calma... não ando fantasiado com Wagner Moura (não que ele não mereça), mas o contexto dos gritos que estão ecoando nos meus ouvidos é outro. Tenho escutado a tal frase sempre que me deparo com uma situação que parece me enxotar da minha cidade, ou do meu Estado e até do meu País.
Explico. Sabe aqueles momentos quando em menos de uma semana, você recebe várias notícias de amigos, tios, primos que foram assaltados? Pronto. A cada má notícia, vem a voz: "Pede pra sair! Pede pra sair!"
Ou quando você, depois de um dia longo de trabalho, senta para assistir ao telejornal e passa por um verdadeiro teste de estômago em meio a uma enxurrada de notícias trágicas e vergonhosas. Mais uma vez: "Pede pra sair! Pede pra sair!"
Renan não ter sido caçado: "Pede pra sair! Pede pra sair!"
O pior é que cada um desses "Pede pra sair" tem um tom diferente. De medo, de decepção, de "desiste que não tem mais jeito". Cada um parece ter um significado próprio, mas todos dizem pra ir embora.
Aos 25 anos, tenho cada vez mais amigos e conhecidos morando fora do País. As vezes me dá a impressão de que não vai sobrar ninguém aqui, só eu. E aumenta a vontade de sair.
Mas aí é que está o xis da questão.
Queria sair porque tenho vontade de ver o mundo, de conhecer coisas novas, ver outras culturas... Não porque tem um voizinha me atormentando, me mandando abandonar o barco porque ele pode afundar a qualquer momento.
Quero poder sair, mas quero poder voltar. Quero ir e vir. Porque aqui é minha cidade, meu Estado, meu País. E ninguém vai me mandar sair!

Nenhum comentário:
Postar um comentário