A grande questão de se fazer um documentário sobre surfe é que depois de um certo tempo de filme as imagens deixam de ser belas e interessantes, e passam a se tornar um tanto quanto repetitivas. O grande público, fatalmente, sentirá falta de receber mais informações sobre os lugares, sobre o esporte e mesmo sobre “surf life style”. Porém, outro mérito deve ser dado a Roberto Moura: a inclusão do surf na Pororoca no roteiro. As imagens feitas no interior do Amapá são realmente incríveis, as manobras ganham ainda mais força ao som da batida instigante da Nação Zumbi. A trilha sonora do documentário, aliás, é o que mais chama atenção depois da beleza dos lugares - que passa por cenários paradisíacos como Taiti, México, Austrália, Chile, Peru, além é claro, das belas praias do Rio de Janeiro.
* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 28/03/2009

