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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Técnica, beleza e magia no Cirque du Soleil

Espetáculo foi apresentado ontem para convidados

Foto: Arthur Mota

Um espetáculo de tirar o fôlego. Na noite de ontem, em sua pré-estreia no Recife, o Cirque du Soleil mostrou porque foi alçado ao posto de melhor companhia de circo do mundo. Em uma sessão fechada para Imprensa e convidados, os 51 artistas que fazem parte do elenco de “Quidam” apresentaram o que foi chamado pela organização de ensaio geral. Porém, a perfeição dos movimentos, beleza técnica e artística da apresentação foi de um espetáculo de fato. Duas horas que fizeram os quase 500 jovens de organizações e entidades sociais que assistiram à apresentação embarcar num mundo de fascínio e imaginação, raro de se ver.

Um pouco antes do começo do show, Jamille Paulino, de 13 anos, aluna da ONG Escola Pernambucana de Circo não escondia a ansiedade. “Quando soube que viria ver o Cirque du Soleil quase não acreditei, comecei a gritar e fui correndo contar a minha mãe. Não queria perder por nada”, disse a menina.

E de fato “Quidam” é um espetáculo imperdível. Através dos sonhos da pequena Zoé, somos levados a embarcar numa viagem de um mundo que poderia ser de “faz de conta”, não fosse pelo fato que os personagens dessa história são pessoas reais. Ou melhor, artistas reais, que, por terem um domínio absoluto de seus corpos e de suas técnicas, chegam a nos enganar parecendo não serem reais. Uma beleza irretocável, plástica e ao mesmo tempo de uma delicadeza absoluta.

Números como “Diablos”, os famosos ioiôs chineses, desafiam a lógica da gravidade. No “Spanish Webs” os três brasileiros Jailton Carneiro, Gracilene Moura e Denise Wal causam momentos de tensão na plateia, ao fazerem acrobacias presos apenas pelo pé a uma corda. Além dos já tradicionais números acrobáticos, são nos momentos de interação com o público, em que os artistas convidam pessoas da plateia para ajudarem a fazer a história de “Quidam”, que o Cirque atinge toda sua excelência. As gargalhadas nada contidas da plateia comprovam que a companhia atingiu a dose exata de técnica, beleza, magia e talento.

* A matéria foi capa e publicada no caderno "Geral" da Folha de Pernambuco de 09/07/2009

Chega ao Recife o Cirque du Soleil

“Quidam”, a história da sonhadora Zoé, começa a ser encenada amanhã

É chegado o fim de uma longa espera. O Cirque du Soleil estreia amanhã a temporada recifense do espetáculo “Quidam”, que fica em cartaz na Cidade durante as próximas três semanas. Hoje o grupo faz a sua pré-estreia (uma espécie de ensaio geral) fechada para Imprensa e convidados. Esta é a primeira vez que uma turnê da trupe canadense considerada a mais importante companhia de circo do mundo, passa pelo Nordeste. Antes de Recife/Olinda, o Cirque montou sua lona em Fortaleza, e logo depois da temporada local, segue para Salvador e mais seis cidades no Sul e Sudeste do País.

Entre alguns dos ilustres convidados, da sessão de hoje à noite, estão 140 alunos da ONG Escola Pernambucana de Circo (EPC), que vão poder assistir de perto a história de Zoé, a menina sonhadora que, cansada de seu pequeno universo, embarca na magia de “Quidam”. “Estão todos ansiosos e com muita expectativa. Esse será um momento de alegria e realização de um sonho” disse a Coordenadora Geral da EPC, Fátima Pontes.

A parceria entre a EPC e o Cirque du Soleil não é de hoje. A ONG faz parte da Rede Circo do Mundo Brasil - articulação de organizações que trabalham com a pedagogia do circo-social. Para a ocasião da pré-estreia, jovens artistas da EPC pintaram um enorme painel de grafite, inspirado no espetáculo “Quidam” que ficará exposto na lona principal do Cirque. O painel será leiloado ao final da temporada de apresentações e o dinheiro levantado com a venda será repassado às instituições EPC e a Arrircirco, para que continuem com a manutenção de suas atividades.

A ideia é possibilitar a esses jovens, que vivem em situação de vunerabilidade social, a oportunidade de conhecer o trabalho de artistas que atingiram um nível técnico de excelência. Fomentando nesses jovens talentos valores como, superação, disciplina, concentração e espírito de equipe. Fatores decisivos no que diz respeito ao sucesso do trabalho de ressocialização realizado por essas instituições.

INGRESSOS

Há pouco mais de três meses, quando começaram a ser vendidos os ingressos para o espetáculo “Quidam” do Cirque du Soleil, os valores cobrados pela organização do evento causaram polêmica tanto entre a Imprensa local, quanto entre público que considerou os preços exorbitantes. A princípio o valor mais barato estava em R$ 230 e o mais caro em R$490, sem considerar as taxas, variando de acordo com a localização dos lugares. Agora, às vésperas da estreia a organização lançou preços promocionais para os ingressos, sendo R$300 (inteira) e R$150 (meia-entrada). As especulações sobre as vendas são muitas, mas a organização não divulga nenhuma informação oficial a respeito da decisão de baixar os valores.

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 08/07/2009

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Está armada a tenda do Cirque du Soleil

Foto: Sérgio Bernardo
O Cirque du Soleil fincou efetivamente (e pelas próximas três semanas) suas estacas em solo recifense. Na tarde de ontem a equipe técnica do grupo recebeu a Imprensa local para o "Big Top Raising", uma espécie de "cerimônia" onde a lona é erguida em menos de cinco minutos.

Em se tratando de uma das maiores companhias de circo do mundo, a expectativa costuma ser sempre muito grande. Mas para a surpresa dos presentes o que se viu foi uma lona não muito diferente de tantas outras, mesmo de circos bem menores, e de menor fama. Porém, em se tratando do Cirque du Soleil, o que talvez impressione mais são mesmo os números. Depois de erguida a lona terá capacidade para receber 2,6 mil espectadores em cada apresentação, a estrutura ocupa um diâmetro de 50 metros e 25 metros de altura. Ao todo são 160 vigas e mais de 1.200 estacas que reforçam o aparato de ferro e plástico.

A equipe - com gente de 23 nacionalidades - tem um brasileiro à frente do processo de montagem. Eduardo Salvo já está no Cirque há 6 anos, e é o responsável técnico pela montagem, manutenção e desmontagem das cinco lonas que abrigam toda a estrutura da trupe. O trabalho de montagem continua até a próxima terça-feira, quando finalmente toda a estrutura deve ficar pronta para o ensaio geral, na quarta-feira.

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 03/07/2009

terça-feira, 30 de junho de 2009

Montagem da Arena de “Quidam” segue a todo vapor

Foto: Widio Jofre
A dez dias estreia do espetáculo “Quidam” no Recife/Olinda (9 de julho) os preparativos no Parque Memorial Arcoverde, espaço que vai receber a arena do Cirque du Soleil, não param, e tudo está dentro do cronograma. A primeira etapa do projeto, que incluía as obras de drenagem, assentamento e terraplenagem do local, já foram concluídas.

A segunda etapa do processo, que é de marcação do solo, também já está sendo finalizada e a previsão é que a armação das tendas comece ainda esta semana. Além disso, a área no entorno do local também foi toda recuperada e está sendo feita uma pintura no viaduto que passa sobre o parque.

Durante o período de preparação do espaço, uma polêmica em relação a algumas árvores que seriam derrubadas para abrir espaço para a montagem da arena tomou conta da cidade. Entretanto, a administração do Cirque cumpriu todas as determinações impostas pelo Estado, e as onze árvores e três coqueiros só foram retirados do local após a assinatura de um acordo entre o Governo do Estado (via Empetur), Iphan, Prefeitura de Olinda e Ministério Público de Pernambuco. Com o acordo, a administração do Cirque se comprometeu a plantar o triplo dessa quantidade, em espécie e local a ser definido pela prefeitura de Olinda.

Ao todo, 53 containers, vindos de várias cidades do mundo, foram necessários para trazer ao País todo o material de construção da arena. Somente a lona utilizada na montagem das tendas pesa a modesta marca de 5 toneladas. O peso total do palco é equivalente a impressionante marca de 21 toneladas. Na turnê nacional de “Quidam” os equipamentos viajam em caminhões que fazem o deslocamento entre as nove cidades em que o Cirque vai se apresentar.
* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 30/06/2009

Brasileiros do Cirque du Soleil na turnê do Recife

Fazer parte de uma das maiores companhias de circo do mundo não é privilégio de muitos. Se juntarmos a esse fato, a chance de poder se apresentar com um espetáculo em seu país de origem. Temos um acontecimento poucas vezes visto, e uma experiência vivida por pouquíssimas pessoas. Mais especificamente, três pessoas. Essa é a experiência que Jailton Carneiro, Graceline Oliveira de Moura e Denise Wal estão tendo a oportunidade de desfrutar como membros do elenco da turnê nacional do espetáculo “Quidam”, do Cirque du Soleil.

Único homem dos três, o baiano natural de Salvador (Graceline é goiana, e Denise curitibana), Jailton Carneiro, conversou com a Folha de Pernambuco e revelou um pouco de sua trajetória até entrar no Cirque, além de histórias sobre sua rotina de treinamento e a emoção de se apresentar no Brasil.
Como começou sua paixão pelo circo?

Tudo começou em 1989, na escola de circo Picolino, em Salvador. Entrei para o projeto Recreio que ensinava técnicas circenses a crianças da comunidade. No final do curso os alunos que mais se destacavam ganhavam bolsas de estudo para permanecer na escola. No terceiro ano me tornei instrutor, e logo depois virei professor da escola. Lá conheci o diretor da escola Picadeiro, que me levou para São Paulo.

Foi em São Paulo que você fez a audição para o elenco do Cirque?
Logo quando cheguei em SP houve uma audição para o Cirque, em 1997, e eu perdi. Somente em 2001 houve outra, que eu fiz e passei. Mas demorou sete meses para que eu fosse chamado, porque depois que você é aprovado, passa a fazer parte do casting deles, mas não tem prazo para ser chamado.

Como é a carga de treinamento para atingir o nível de perfeição técnica que vocês têm?
O treinamento é bastante intenso. Durante a preparação em Montreal temos o treinamento artístico e físico, uma média de 5h a 6h diárias de treino. Quando estamos em turnê, como fazemos muitas apresentações o treino é de 1h diária. Além disso, dois fisioterapeutas e um massagista viajam sempre conosco. E a cada seis meses passamos por uma avaliação física.

Como é a sensação de estar se apresentando em casa?
Essa é a primeira vez que venho com uma turnê para o Brasil e te juro que é bem diferente. Poder se apresentar para um público com sua família e seus amigos todos lá é muito bom. Principalmente porque essa é a primeira vez que a turnê vai passar pelo Nordeste. Estou muito ansioso. Esta é a chance que temos de mostrar a potência do artista brasileiro.
* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 30/06/2009


quinta-feira, 19 de março de 2009

Megaestrutura para espetáculo “Quidam”

Cirque du Soleil investe alto para garantir magia e perfeição em suas apresentações


A combinação de domínio técnico e talento criativo é o que faz do Cirque du Soleil um dos espetáculos de entretenimento mais famosos no mundo todo. Agora, pela primeira vez, os artistas se apresentam no Nordeste com a turnê “Quidam”, número que conta com um elenco de 51 artistas de 15 diferentes nacionalidades, entre eles, três brasileiros. A temporada de shows começa por Fortaleza, chegando ao Recife no dia 9 de julho, e com possibilidades de permanência de até um mês na cidade (dependendo da demanda do público). Em seguida, a trupe vai para Salvador e ainda visita mais seis cidades no País, incluindo Rio de Janeiro e São Paulo.

Idealizado e dirigido por, Franco Dragone, “Quidam” conta a história de uma menina e da multidão anônima tão comum às grande metrópoles atuais. Pessoas sem rostos que apesar de conviverem nos mesmos espaços não se conhecem. E é através dos artifícios de cenários, maquiagens e figurinos já característicos do Cirque du Soleil, e das performances surpreendentes dos artistas da trupe, que a história vai revelando ao público uma série de etapas e descobertas em busca do reencontro com a felicidade. A história já emocionou aproximadamente 9 milhões de pessoas em 20 diferentes países.

Colocar tudo isso em cena não é tarefa fácil. A área do parque Memorial Arcoverde, destinada a montagem da estrutura (cerca de 20.000 m²), vai passar por um processo de melhoramento - terraplenagem, construção de estacionamento e infra-estrutura - e as implementações vão poder ser aproveitadas pela comunidade ao final da temporada. Além disso, durante o período das apresentações serão criados em torno de mil postos de trabalhos temporários que vão aproveitar a mão de obra local.


Serviço:
Ingressos: a partir de quinta-feira (19/03)
Central de vendas: 4004 3100
* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 19/03/2009