sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Cena Aberta leva teatro para as ruas de Arcoverde

Os cariocas da Cia Mystérios e Novidades apresentam “Ciclopes” na abertura do Festival

Município tradicionalmente conhecido pela riqueza de seus cordéis, cantadores, poetas e repentistas, Arcoverde pode ser considerado um dos grandes berços de talentos do Sertão de Pernambuco. Artistas consagrados, a exemplo de Lirinha, do Cordel do Fogo Encantado, saíram de lá para levar o nome da cidade para o resto do País. É com base nessa tradição cultural que Arcoverde dá início, a partir de amanhã, ao primeiro Festival Cena Aberta - Semana Geraldo Barros. A mostra vai receber grupos de teatro do Acre, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Norte, Pernambuco, e até da França. O objetivo é apresentar espetáculos em diferentes espaços abertos da cidade, com intuito de sensibilizar as autoridades responsáveis para a total ausência de um equipamento público voltado para a atividade teatral no município.

“Estamos levando o Festival para espaços alternativos porque o único teatro da cidade está em obras há 20 anos. A obra foi embargada pelo Ministério Público e até agora a população não teve acesso a esse espaço”, explicou o coordenador do Festival, Romualdo Freitas. Mas mesmo diante da restrição de possibilidades, a causa maior que motivou a realização do Festival foi a vontade de levar uma programação teatral de qualidade para população que não costuma ter esse tipo de contato. “O benefício maior é para os arcoverdenses. Mas não apenas para eles, queremos mostrar que é possível levar um bom teatro mesmo para lugares que não dispõem de uma estrutura específica”, destacou Romualdo.
Além dos espetáculos teatrais, a programação ainda inclui oficinas, entre elas uma oficina de “clown” com a companhia francesa “Cie Du P’Tit Doigt” - que faz apresentações no Estado em função do ano da França no Brasil - exibição de documentários, shows, e dois colóquios que vão discutir “A Cadeia Produtiva da Arte” e “As Artes Cênicas e Seus Espaços de Representação”, com participação de representantes do Ministério da Cultura, Fundarpe, Prefeitura e Movimento Cultural de Arcoverde, entre outras atividades.

Entre alguns dos espaços da cidade que o Festival vai ocupar estão o Presídio Brito Alves, Galpão da Estação da Cultura, Largo de São Geraldo, Praça da Bandeira, Escadaria e Canteiro de Obras do Sesc. O Festival Cena Aberta acontece até o dia 20 de setembro. A programação completa da mostra está disponível no site da Folha Digital.



* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 10/09/2009

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Histórias de lá e de cá

Espetáculo teatral teve montagem holandesa e agora ganha a sua versão pernambucana

Foto: André Martins
Uma viagem no tempo de volta à época da presença holandesa em Pernambuco. O universo do conde Maurício de Nassau, a influência que sua presença exerceu sobre o Recife, e o seu envolvimento emocional com a cidade estão retratados no espetáculo “Histórias de Além-Mar”, que estreia hoje sua miniturnê, em Goiana, no Cine Teatro Polytheama, circulando ainda por mais cinco municípios pernambucanos: Itapissuma, Olinda, Recife, Igarassu e Itamaracá. Cláudia Maoli, carioca que reside na Holanda há 20 anos, assina a direção do projeto. A diretora escolheu Pernambuco como ponto de partida do espetáculo. “Pretendemos levar a montagem também para Maceió”, disse Cláudia.

Essa é a segunda vez que Cláudia Maoli é responsável pela montagem no espetáculo, cujo texto também é uma parceria Brasil/Holanda, escrito pelos dramaturgos Carlos Lagoeiro e Bouke Oldenhof. A versão holandesa do espetáculo “Verhalen van Overzee”, uma criação do Teatro Munganga, de Amsterdam, estreou em janeiro de 2007, na Holanda.

Agora, a pareceria se confirma em uma nova leitura totalmente adaptada ao cotidiano nordestino. O figurino ganhou novas cores, inspirado no açúcar tão peculiar a nossa terra. As experiências e improvisos do elenco ficam por conta das histórias vividas pelos próprios atores. “ É muito interessante a experiência de montar o mesmo texto em dois países porque lá ninguém conhece Nassau”, explica.

A peça, direcionada ao público jovem, tem um cunho predominantemente pedagógico. A ideia é envolver esses jovens e levá-los a conhecer a história de um período que foi essencial para o desenvolvimento cultural de nosso Estado. “Várias escolas da rede pública estão vinculadas ao projeto. Tivemos o apoio da Fundarpe e Prefeitura, além de uma parceria com professores de várias matérias como artes, geografia, história, entre outras”, destacou Andrêzza Alves, que faz parte do elenco local.

Ao longo dessa viagem ao século 17, vários temas são abordados: imigração; o sentimento de “ser estrangeiro”; relação colonizador/colonizado; e o confronto de visões da vida e do mundo são algumas das reflexões levantadas. Por vezes, surgem diálogos imaginários, como na cena entre Maurício de Nassau e um líder indígena Tapuia. E no seu contato com uma mulher, já que Nassau não se casou, morreu solteiro e solitário aos 75 anos na Alemanha. “ Esses momentos são delírios meus, uma licença poética do que eu acho que foi, e não do que aconteceu exatamente. Queria que a peça não fosse meramente histórica, mas também tivesse contato com o lúdico”, diz a diretora.

A montagem conta ainda com alguns detalhes marcantes, como a trilha especial, composta por Sérgio Campelo do Sa Grama. No papel do conde Maurício de Nassau, o ator Júnior Aguiar, foge ao arquétipo típico do europeu padrão. A linguagem do metateatro também é explorada, e contribui para o entendimento do público acerca do “fazer teatral”, além de deixar à mostra todo processo de apropriação do personagem com cochias expostas. Propondo além de uma viagem no tempo, uma viagem pelo do teatro.

Programação:
Goiana -Hoje (9), às 16h e 20h, no Cine Teatro Polytheama
Itapissuma - sábado (12), às 16h e 18h, no Parque Ecológico
Olinda - Domingo (13), às 18h, de setembro, no Mercado da Ribeira
Recife - Dias 15 e 16 de setembro (só para convidados), às 19h, no Campo das Princesas
De 22 a 25, de 29 a 30 de setembro, e dias 01 e 02 de outubro (somente para escolas públicas), às 13h30 e 15h30;
Dias 26 e 27 de setembro (aberto ao público), às 15h, no Instituto Ricardo Brennand
Dias 03 e 04 de outubro, às 19h, no Forte do Brum
Igarassu - dia 20 de setembro e 06 de outubro, às 16 e 19h
Itamaracá - dia 09 de outubro, no Forte Orange, às 16 e 19h.

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 09/09/2009

Mãos à obra

Os segredos e riscos de colorir os cabelos, em casa ou no salão


Colorir os cabelos é mais que uma necessidade para as mulheres. A primeira “desculpa” para decidir pintar as madeixas - muito justa, diga-se de passagem - é cobrir o aparecimento dos fios brancos. Mas não vamos ser inocentes, estimuladas pelas várias opções disponíveis no mercado cosmético, a ideia de renovar o visual é o suficiente para recorrer ao recurso: rápido e limpo. Mas, junto com a mudança vem os efeitos da química existente no processo.

Para garantir que o resultado não seja desastroso, alguns cuidados são necessários. A orientação de um profissional habilitado é imprescindível. E mudar a cor do cabelo em casa, só usando os chamados tonalizantes. Este tipo de produto é menos ofensivo e permite uma aplicação simples, que pode ser feita pela própria pessoa. “O profissional é importante porque é ele quem vai fazer o diagnóstico do cabelo e identificar o que deve, ou não, ser feito”, adianta o cabeleireiro André Mesel. “Muitas mulheres que têm o hábito de pintar o cabelo em casa podem acabar manchando o cabelo, ter reações alérgicas, ou mesmo exagerar no tempo de ação do produto, o que pode ocasionar a quebra e queda do cabelo”, alerta Andre.

Situação semelhante ao que aconteceu com a estudante de administração, Carolina Valença. Mesmo já acostumada a pintar o próprio cabelo em casa, Carolina também já errou feio. “Um vez comprei tinta no lugar de tonalizante, e ao invés do cabelo ficar chocolate acabou vermelho. Foi péssimo, tive que esperar uma semana para poder consertar”. Com já repete a prática há algum tempo, Carolina percebeu que usar tinta em casa não é para ela. “Quando vou usar tinta, prefiro ir a um salão. Em casa, damos mais atenção a parte de cima do cabelo, e as pontas acabam ficando queimadas. O tonalizante é fácil de usar porque você pode espalhar como xampu”, explica.

O cuidado do salão é indispensável na opinião de Michelly Carvalho. “ Sempre que quero mudar prefiro vir no salão. A manutenção pode até ser feita em casa, mas uma vez por mês estou aqui para fazer os retoques”, diz Michelly, enquanto é atendida por Nice Correia e Pedro Araújo, que se revezam nas etapas do processo. O cabeleireiro destaca outro aspecto importante para quem pretende mexer na cor dos fios. “ É imprescindível que o cabelo esteja bem hidratado e preparado para receber a química. Da mesma forma que fazemos a hidratação do nosso corpo, também precisamos de uma hidratação externa na cutícula do cabelo”, diz Pedro.

Para isso, a escolha dos produtos é um detalhe que deve ser levado em consideração. Todas as mais importantes marcas de produtos para cabelos possuem linhas específicas para cuidados dos cabelos coloridos. A escolha é pessoal, mas a orientação de um bom profissonal também pode ajudar em relação a cuidados para manter a cor, o brilho e a saúde dos fios.

SERVIÇO
Set - Espaço Personal de Beleza
Paço Alfândega, loja 132, Recife Antigo
Fone: 3424 7447

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 06/09/2009

Nando Reis agita Porto de Galinhas

O Lual da Vila de Todos os Santos acontece na véspera do feriado

O mês de setembro mal começou, mas o que importa mesmo é que junto com ele chega também a estação mais quente do ano. Comemorando o feriado que marca a abertura oficial do verão por aqui, a Vila de Todos os Santos, em Porto de Galinhas, promove a festa “Lual da Vila”. Comandando a festa, o cantor e compositor Nando Reis apresenta pela primeira vez por aqui as músicas do seu mais novo CD “Drês”. Além de Nando Reis, as bandas pernambucanas Eddie e Nós 4 também prometem esquentar a noite de quem estiver por lá. O cantor fala sobre o evento:

Você tem uma relação bem interessante com o público de pernambuco. Está sempre fazendo shows por aqui. Esse é o primeiro show da turnê com o novo CD “Drês”, o que os fãs podem esperar de novidade?

Eu já vou a Pernambuco há muitos anos desde que começei minha carreira solo, gosto muito de tocar em Recife, o público sempre me recebe muito bem. Estou super empolgado de mostrar esse trabalho porque é tudo novo. Além das músicas, claro, tem cenário diferente, luz nova. O show tá muito legal.

É muito comum falarem que você é um copositor bastante autobiográfico pelo teor das suas músicas que sempre falam da suas experiências, dos seus filhos, ads suas relações. Essa exposição te incomoda de alguma maneira?

Eu não me importo em falar da minha vida. De uma certa maneira, no final das contas, todo mundo está sempre falando de si próprio. Isso é o que me dá instigação para produzir. Mas na verdade minhas músicas têm mais do que eu gostaria de ser, do que o quê eu realmente sou. São um desejo.

Em “Drês” você faz uma parceria com a Ana Cañas na música XXX como é voltar a fazer duetos?

Eu conheci a Ana e a gente se deu muito bem. Eu adoro a voz dela. Confesso que tem uma grande queda por vozes femininas, já tenho um logo histórico desde os tempos da Cássia. Sempre que possível gosto de fazer algo assim.

No início do ano foi lançado um documentário sobre os Titãs “A vida parece uma festa”. Em uma entrevista, na ocasião do lançamento do seu novo CD, você fez uma declaração de amor ao Branco Melo e ao grupo. Isso significa que qualquer mágoa que possa ter existido com a sua saída já foi superada?

Sim, houve uma mágoa, mas isso já sumiu completamente. A prova disso é o que está no documentário. Ele expressa muito bem o que é o titãs e a nossa relação. É lógico que as coisas mudaram, a gente já não se vê com a mesma frequência. Mas sempre que nos encontramos é uma festa. Eu adoro aqueles caras.

Você é um músico que costuma produzir bastante. Como é seu processo de criação. Agora que você está em turnê, existe uma pausa nas composições?

Sempre que gravamos um disco a gente já abre espaço para o próximo. Não tenho uma fórmula pré-determinada. Na verdade, tudo acontece ao mesmo tempo. Já tenho algumas coisas que pretendo usar, mas nada certo ainda.

Frevo no adeus a Nascimento do Passo

Parentes, amigos, ex-alunos, artistas e políticos prestaram homenagens

Uma multidão acompanhou o cortejo e o sepultamento do corpo de Nascimento do Passo na manhã de ontem no cemitério do Santo Amaro. Parentes, amigos, ex-alunos, artistas e políticos foram prestar uma última homenagem ao homem que ajudou a divulgar o frevo e a cultura de Pernambuco em todo o mundo. Como era de sua vontade, foi sepultado com a roupa de passista. A despedida foi marcada ao som do ritmo que regeu sua vida. O bloco foi pra rua, os passistas empunharam as sombrinhas e, em meio a muita emoção, realizaram o último desejo do mestre. Frevaram.

Entre alguns dos presentes, nomes de destaque da nossa cultura fizeram questão de prestar suas homenagens. “Fica o sentimento de perda irreparável. Lembro de Nascimento ensinando frevo nas ruas de Bomba do Hemetério, eu era criança e fiquei fascinado. Não poderia haver outra maneira para a despedida”, disse Maestro Forró. O sentimento era o mesmo também entre os familiares do passista. Milena Nascimento, uma de suas filhas (são seis ao todo) está morando no exterior há dois anos dando aulas de frevo. Veio da Suíça se despedir do pai e ressaltou a importância de fazer valer a vontade de Nascimento em não deixar o frevo morrer. “Esse é o nosso sentimento, mesmo com a dor precisávamos botar o bloco na rua e mostrar que será eterno”, disse.

O secretário de cultura do Recife, Renato L, também esteve presente e manifestou a importância do mestre para a cultura do Estado. “Vamos prestar uma homenagem ao seu trabalho no Carnaval de 2010 e também durante o Festival de Dança”, afirmou o secretário.

O sepultamento foi feito sob palmas, e com os dançarinos que ele ajudou a formar cantando versos que contam sua trajetória: “Na Escola do Frevo Nascimento do Passo se faz o passo pra valer”.

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 04/09/2009

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Nº 100

O centésimo post a gente nunca esquece. Gostaria de registrar aqui o meu carinho e o meu agradecimento aos meus queridos amigos, que tanto meu dão força, e acreditam nessa humilde "aprendiz de jornalista" que vos escreve.

Que venha o milésimo....


Beijo grande

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Morre um mito do passo

Um dos maiores nomes do frevo pernambucano, Nascimento do Passo será sepultado hoje, às 11h, no cemitério de Santo Amaro
Sombrinha de frevo na mão, e muito, muito passo no pé. Tanto que o talento deixou de ser ofício e passou a ser sobrenome. Nascimento do Passo. Assim passou a ser conhecido Francisco do Nascimento Filho, jovem amazonense de Benjamim Constant, que chegou ao Recife ainda jovem, e fez do frevo a sua vida. Aos 72 anos, o passista faleceu na madrugada de ontem vítima de um câncer no estômago. Nem de longe lembrava mais o bailarino forte e cheio de vitalidade que um dia foi. Estava deprimido. As acusações de abuso contra menores afastaram Nascimento dos palcos, das aulas, e de sua maior paixão: o frevo. Já não dançava. Mas o brilho e o legado deixado por esse mestre não se apagará com sua partida. Nascimento do Passo está para o frevo pernambucano assim como Ana Botafogo está para o balé do Municipal. São coisas indissociáveis e incontestáveis.

Ontem, durante todo o dia, amigos e parentes entravam e saiam do velório. Queriam dar o último adeus àquele a quem chamam de mestre. José Clemente Filho era um deles. Amigo próximo, conhecia Nascimento há 25 anos e aprendeu com ele a cultivar a paixão pelo passo. “Eu já era apaixonado pelo frevo, mas não sabia frevar. Aprendi toda minha técnica com ele. Hoje dou aulas na comunidade do Cardoso”, lembrou José Clemente. O amigo também fez questão de frisar a importância de Nascimento do Passo na divulgação do frevo no Brasil e no mundo. “O negão, meu negão, era internacional. O frevo agora fica mais pobre, em pouco tempo perdemos Salustiano, Eneas e agora Nascimento”, completou emocionado.

A lembrança do trabalho e da figura que foi Nascimento do Passo foi constante entre todos os presentes. Em seus depoimentos, foi unânime o fato de que as acusações contra ele pesaram sobre sua saúde. O afastamento da Escola Pernambucana de Frevo - projeto do qual foi o idealizador -, em 2003, foi um divisor de águas. Apesar de nunca comprovado, o fato teve muita repercussão e o impacto sobre a vida de Nascimento foi devastador.

Em 2002, ele esteve envolvido em denúncias de abuso sexual a adolescentes que tinham aula de frevo com ele, mas o passista se disse inocente, sempre. Ele respondia a quatro processos criminais, sendo que em um já havia recebido a sentença condenatória em fevereiro de 2006. Os outros três tramitavam na Vara de Crimes contra a Criança e Adolescente.De acordo com Gecilandy Lopes (Landinha, quarta mulher de Nascimento do Passo) uma nova audiência estava marcada para outubro.

Landinha, mesmo já separada do Nascimento, continuou cuidando do ex-marido. Acompanhou a evolução de seu quadro de saúde, que, nos últimos tempos piorou em função da dificuldade que ele estava tendo para se alimentar. Depois de ter enfrentado dois acidentes vascular cerebral (AVC), somente há cinco dias, quando foi internado no Hospital Getúlio Vargas, o tumor foi descoberto. “Ele não gostava de tomar medicação. Preferia tratamentos mais naturais, como chás e massagens” disse Landinha.

Nascimento do Passo aprendeu a técnica do frevo com outro mestre, Egídio Bezerra. Dançando, apresentou-se nos mais importantes palcos, e também nas ruas de vários cantos do País e do mundo. Ao longo de sua jornada ensinando o passo, uma geração de bailarinos e professores foi formada.

Agora, Nascimento do Passo se despede de toda uma vida dedicada ao frevo. Deixa seis filhos, a maioria envolvida com a dança. O homem que respirava e transpirava frevo cativou a todos com quem conviveu. Os versos da música que leva o nome de Nascimento do Passo, composta por outro mestre, Antônio Carlos, definem bem sua trajetória. “No frevedouro / Fiz um grande Rebuliço/ Preto, Branco e Mestiço/ Eu chamei pro Bafafá”.

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 03/09/2009