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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Arte de experimentar

Peças criadas com cano de PVC ganham status no exterior

Quando começou a atuar no mercado de luminárias, o artista plástico Isnaldo Reis não tinha muita certeza de que sua experimentação seria bem sucedida. O arquiteto vivia uma fase criativa que o distanciava cada vez mais do “tradicional” de sua profissão. Isnaldo pensou em um produto artístico que usasse como base uma matéria-prima inusitada (há dez anos, bem inusitada): canos de PVC.
Durante alguns meses, quando começou a trabalhar na criação de suas primeiras peças, ele lançou mão de várias técnicas até chegar a um denominador comum em sua arte. “Tentei derreter os canos com ferro de soldar, usar brocas, serras. Era tudo na base do erro e da tentativa. Levei um tempo até conseguir entender a resistência do material e a intensidade correta a ser aplicada”, explica o artista.

O tempo passou e o trabalho evolui. As luminárias criadas por Reis ganharam o mundo e tornaram-se “produto tipo exportação”. “Exportamos para os Estados Unidos, França, Alemanha e Portugal regularmente. Além de clientes de outros países que levam peças avulsas. Por ano, em média, exportamos cerca de 500 peças aos todo”, diz.

O trabalho do artista também amadureceu ao longo desses dez anos. A riqueza de detalhes e o acabamento estético que tornou o desing das luminárias de Isnaldo conhecidas em todo mundo continuam presentes em seu trabalho. Entretanto, é possível perceber que as peças estão cada vez mais elaboradas, com entalhes maiores, tubos sobrepostos, pinturas monocromáticas. “Eu preciso estar sempre criando novidades, coisas diferentes. Um artista que expõe com frequência em feiras especializadas precisa ter essa consciência”, destaca o artista plástico, que a cada seis meses costuma expor suas peças na “Gift Fair” uma das maiores feiras especializadas em artesanato do País, que acontece em São Paulo.

Além das já populares luminárias, o arquiteto começa a expandir o seu nicho de atuação fazendo o reaproveitamento das sobras de material que utiliza em suas esculturas. As placas e os canos podem ganhar as aplicações mais diferenciadas, passando desde esculturas de parede, excelentes para decoração de ambientes externos, até mesmo pequenos acessórios como porta-guardanapos, bandejas, porta-copos, bijuterias, entre outros.

Serviço
Isnaldo Reis Designer
Rua Faustino Porto, n° 537 - Boa Viagem
Contato: 3302-3108 / 99740986
www.isnaldoreis.arq.br
* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 08/12/2009

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A arte de projetar

Arquitetura como expressão artística reflete transição dos tempos

Já parou para pensar que sempre que queremos citar um exemplo de beleza arquitetônica fazemos menção a prédios antigos? Um erro recorrente, e que é usualmente repetido por pessoas em diversas áreas, é excluir a arquitetura do ramo das expressões artísticas, como se a mesma não representasse o mais puro significado de arte. Principalmente no que diz respeito à arquitetura contemporânea.

Porém, tanto quanto os estilos de outrora, os projetos modernos e pós-modernos também possuem o seu charme e estão carregados de significado e inspiração de seus projetistas. O fenômeno de incompreensão da arquitetura como representação artística começou a acontecer durante o Movimento Moderno. Prédios que antes eram repletos de ornamentos, a partir do século XX começaram a perder essa característica em função do paradigma “forma x função”. “Influenciados pelas artes plásticas, os arquitetos começaram a pensar projetos mais simples que tinham base na composição de volumes e cores, não mais na ornamentação”, destaca o Doutor em Teoria e História da Arquitetura pela Universidade da Cataluña, e professor da UFPE, Maurício Rocha.

De acordo com o professor, a arquitetura é uma arte cara, feita para ser vista e usada. Por esse motivo, durante o período das duas grandes guerras mundiais, uma de suas principais características - a ornamentação - foi abandonada pela necessidade de se reconstruir cidades inteiras de forma rápida e barata. “A perda do ornamento foi uma questão de ordem prática”, lembra Rocha.

Para entendemos melhor esse processo podemos traçar uma linha do tempo de edificações. No Recife, três construções servem como bom exemplo de fachadas ornamentadas. A igreja de São Pedro dos Clérigos (XVIII) tem características do Barroco, enquanto que o Teatro de Santa Isabel (XIX) apresenta características do Historicismo Neoclássico. O prédio do Palácio da Justiça (primeira metade do séc. XX) é caracterizado como um edifício eclético, que possui características de vários estilos, chegando ao máximo de ornamentalidade em um único espaço. A partir daí, os projetos começaram a seguir a tendência mundial trazida pelo Movimento Moderno, linhas mais retas e funcionais ditavam um estilo, que pode ser muito bem representado pelo edifício Acaiaca, na Avenida Boa Viagem.

Entre os projetos mais recentes, o Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano (Joana Bezerra), pode representar alguns indícios do Pós-Modernismo na paisagem da cidade. Com uma estrutura menos rígida, a construção já permite a volta do ornamento. “Ainda temos pouquíssimos exemplos pós-modernistas pelo preconceito em torno do ornamento que foi criado pelo movimento moderno. No sul e sudeste já é mais comum encontramos a presença do adorno em correntes que podemos chamar de “retrô”, explica o professor. “O mais importante é entendermos que sempre que mudam os paradigmas as pessoas acreditam que a arte acabou, mas o que acontece é que a arte se adapta. Cada tempo tem sua arte, e ela representa o estilo de seu próprio tempo”.

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 20/09/2009


domingo, 19 de julho de 2009

Decoração - Tradição carregada de requinte

O uni­ver­so da de­co­ra­ção é re­ple­to de pos­si­bi­li­da­des. De tem­pos em tem­pos, sur­gem novas ten­dên­cias, téc­ni­cas e es­ti­los, en­quan­to ou­tras caem no os­tra­cis­mo. Porém, al­guns ele­men­tos nunca saem de moda. Peças de Arte Sacra são um bom exem­plo disso. Tra­zem con­si­go o re­quin­te do an­ti­go, e ul­tra­pas­sam ques­tões re­li­gio­sas pas­san­do a ocu­par lugar de des­ta­que mesmo na casa dos mais cé­ti­cos.

Imagens, telas, ora­tó­rios, cas­ti­çais, ador­nos. Tudo pode ser in­cor­po­ra­do à de­co­ra­ção, mesmo em am­bien­tes mais mo­der­nos. O de­co­ra­dor Rob­son Chagas ex­pli­ca que o se­gre­do é usar uma peça sacra como des­ta­que em uma de­co­ra­ção mais clean. “Ainda pre­va­le­ce má­xi­ma de que menos é mais. Como as peças são sem­pre re­bus­ca­das, ta­lha­das e com cores fortes, é im­por­tan­te não co­lo­car mui­tas em um mesmo es­pa­ço. É pre­ci­so que a peça seja o des­ta­que da de­co­ra­ção, do con­trá­rio, pode tornar-se pe­sa­do e can­sa­ti­vo”, orien­ta o de­co­ra­dor. O se­gre­do para ga­ran­tir o re­quin­te e o es­ti­lo do am­bien­te, é saber a dose certa entre o novo e o an­ti­go.

De acor­do com o de­cre­to-lei n° 25/37 do Instituto do Patrimô­nio Histórico e Artístico Nacio­nal (IPHAN), peças ori­gi­nais que es­te­jam em igre­jas tom­ba­das, per­ten­centes à união, es­ta­do ou mu­ni­cí­pio, não podem ser ven­di­das - o que acaba tor­nan­do o mer­ca­do das ré­pli­cas mais re­qui­si­ta­do.

Com um pú­bli­co fiel e he­te­ro­gê­neo, vá­rias lojas es­pe­cia­li­zam-se ex­clu­si­va­men­te neste tipo de pro­du­to. “Trabalhamos com ré­pli­cas au­tên­ti­cas. Não é um ar­ti­go in­dus­tria­li­za­do, feito em série. Cada peça tem um aca­ba­men­to ar­te­sa­nal per­so­na­li­za­do, o que as torna única” ex­pli­ca a em­pre­sá­ria Vera Jucá, que já tra­ba­lha no seg­men­to há seis anos. Entre os itens mais pro­cu­ra­dos, ima­gens de san­tos e as telas do ar­tis­ta per­nam­bu­ca­no Romero de Andrade Lima. “As pes­soas gos­tam muito das peças por­que, além do sen­ti­do re­li­gio­so, elas são muito bo­ni­tas”, diz Vera, que com­ple­men­ta: “Fazemos ques­tão de tra­ba­lhar ape­nas com ar­tis­tas do Estado”.


Serviço
“Capella”
Rua da Alfândega - Paço Alfândega loja 113
Telefone: 3424-0078
www.capellaartigosreligiosos.com.br

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Realizações de consumo

Vale tudo para deixar a casa do jeitinho que você sempre sonhou

Uma adega na sala. Um quarto com motivos temáticos. Uma banheira. Sonhos ou delírios de consumo? Pois é, em termos de decoração da casa, cada pessoa costuma ter um desejo diferente que pretende um dia poder realizar. Muitas vezes, por falta de tempo, espaço, e principalmente dinheiro, a almejada reforma acaba ficando em segundo plano. Entretanto, arquitetos, decoradores e designers de interiores têm a solução ideal para diferentes casos e diferentes bolsos.

Há mais de 20 anos trabalhando com reformas de interiores, o arquiteto Romero Duarte, já se deparou com muitas situações que precisaram de um pouquinho mais de criatividade para serem resolvidas. Em um projeto recente, o cliente pediu que ele colocasse banheiras em dois banheiros distintos. A falta de espaço acabou dificultando a execução do projeto, mas não impossibilitou que Duarte realizasse o desejo de seu cliente. “A solução que encontramos foi fazer dois banheiros com pia, bacia e balcão independentes e colocar uma única banheira que servisse aos dois banheiros. Acabou que ficou um espaço maior e bem legal. Banheiro é luxo, e é sempre bom quando a gente consegue resolver”, disse o arquiteto.

Capacidade para transformar o que já existia é uma característica importante para esses profissionais. A designer de interiores Ana Rosa Albuquerque sabe bem disso. Tanto que conseguiu a “façanha” de transformar a antiga garagem de sua cliente, que servia como depósito, em um espaço agradável com piscina, jardim e churrasqueira. Ótimo para a família se divertir na companhia dos amigos. “Sempre tive vontade de ter uma piscina. Quando compramos a casa meu marido disse que iríamos construir, 20 anos se passaram e a garagem virou um depósito de móveis velhos. As ideias de Ana foram fundamentais para começarmos a reforma”, disse Bernadete Sales, proprietária do imóvel. Vários motivos foram responsáveis pela demora na concretização do desejo de Bernadete - a formatura dos filhos, e outras prioridades financeiras , acabaram jogando a reforma pra escanteio. Mas em casos como este, nem sempre é preciso fazer tudo de uma só vez. “Conversamos para ir fazendo essas mudanças aos poucos. Primeiro foi a piscina e a churrasqueira. Ainda temos coisas inacabadas, como a sauna e os banheiros externos. O importante é realizar o sonho dos clientes”, diz Ana Rosa.

Entretanto, é sempre bom considerar que em se tratando de “sonhos”, certas economias são dispensáveis. “É muito importante procurar um profissional da área, que seja qualificado, e de confiança”, destaca Ana. Outro aspecto que deve ser considerado na hora de fazer uma mudança na casa são as características dos ambientes e da construção já existentes. Para que não haja choque de conceitos e de tendências.

Além disso, certas medidas podem ser tomadas para evitar desperdícios e não fazer o projeto estourar o orçamento. “A utilização dos materiais de maneira correta e pesquisa de mercado - sempre garimpando boas promoções - podem garantir uma economia considerável. E em último caso, sempre existe a opção de lojas que facilitam a compra, e financiam o material em até 12 vezes, com preços quase como à vista”, disse a designer. Com tantas dicas é só se planejar e mãos à obra.

Serviço
Escritório de Arquitetura Romero Duarte
Tel: 3222-0971 / 3241-6159
Ana Rosa Albuquerque - Desing de Interiores
Tel: 3466-2163 / 9426-5081


* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 24/05/2009

domingo, 3 de maio de 2009

Funcional e com estilo

Objetos e utensílios diferenciados tornam-se peças de decoração

O desing de produtos, ou desenho industrial como é popularmente conhecido, trabalha essencialmente com o desenvolvimento de bens de consumo humano. Já há algum tempo, a busca pela produção de objetos que tenham um desing diferenciado, que incorporem funcionalidade e beleza num só produto, tornou-se um tendência em todo o mundo. Peças que antes serviam apenas para um fim prático - guardar coisas, cozinhar, iluminar, ou organizar materiais - passaram a ter a preocupação de não serem apenas úteis, mas também terem plástica.

Lojas que trabalham com utensílios para casa estão, cada vez mais, de olho nessas tendências com objetivo de trazer para os seus clientes produtos que estão um consonância com as tendências do desing mundial. Tok Stok, Imaginarium, Prima Casa, entre outras, são alguns exemplos de empresas que primam pela beleza de suas peças. Entretanto, a maioria deles esbarra na dificuldade de encontrar pessoas que desenvolvam este tipo de trabalho no Recife. “ Eu faço pessoalmente a escolha de todos os produtos que vendemos na loja”, diz Juliana Farinha, proprietária da Prima Casa.

Entre as peças que mais chamam a atenção no local, está um fruteira redonda (da marca italiana Alesi), em aço inox, que, com um desing totalmente diferenciado, mal pode ser identificada como fruteira. Como centro de mesa, a peça é a garantia de um toque especial na sala de estar.

Mas nem só de importados vive o desing de produtos, a empresa nacional Riva, de Caxias do Sul, vem despontando no cenário de utensílios diferenciados já há um bom tempo. Trabalhando com os Jacqueline Terpins e Ruben Simões a empresa produz peças exclusivas, que frequentemente aparecem compondo os cenários das novelas Globais. “Em Recife, ainda existem poucos profissionais trabalhando no segmento, mas no sudeste a produção deste gênero está consolidada”, ressalta Juliana, que complementa: “Porém quando contatamos empresas como a Riva, fazemos questão de pedir produtos que são muito procurados aqui no Nordeste”, completou.


Luz que faz a diferença


Mesmo existindo uma carência no mercado local de desings de produto, empresas locais, como a Ligth Desing, já trabalham com conceitos modernos como o “Architectural light”. O termo é usado para identificar uma iluminação que não é meramente decorativa, mas, sim, que se incorpora a arquitetura do ambiente.

Para isso, o desing é peça fundamental no momento de concepção das peças, que acontece simultaneamente com o processo de criação do projeto. “Existe a preocupação com a funcionalidade, mas também com a estética. Você tem que ser super funcional, mas aplicar isso ao ambiente. A luminária por si só não representa muito. É preciso compor com o ambiente”, explica Fred Mamed, um dos desings da Ligth.

O projeto muito particular dos spots, andarelas, pendentes e luminárias, ajudam a compor um visual totalmente diferenciado na casa. As linhas e cortes dos produtos combinam perfeitamente com os projetos, justamente por passarem por um processo de criação em comum. Outra preocupação na concepção das peças é em relação às questões ambientais, todos os produtos são pensados de forma que seja exercitado o consumo consciente de energia.

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de01/05/2009

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Chegou visita, e agora?

Pequenos detalhes mostram que não é difícil ser um bom anfitrião


Receber visitas e hóspedes em casa pode ser um hábito comum para muitas pessoas, mas nem sempre é tarefa fácil. Por mais que desejemos receber sempre bem nossos convidados, às vezes, ser um bom anfitrião envolve trabalho, empenho, tempo e, claro, espaço. Mas, calma. Isso não significa o fim das festinhas informais, nem da hospedaria amiga. Com um pouquinho de jogo de cintura e criatividade, seus convidados vão agradecer para sempre os bons momentos vividos na sua casa.

Improvisação e criatividade foi o que não faltou à dona de casa Maria Aparecida Belo. Tendo que dar conta de receber cinco hóspedes ao mesmo tempo, em meio a uma reforma, ela armou uma tenda de tecido em um dos quartos, que estava sem porta em função da reforma, para dar mais privacidade ao casal, que só a avisou da visita três dias antes de "aportar" em sua casa. " Ele precisou ficar aqui porque ia passar por um tratamento médico. Na mesma época minha filha e o namorado estavam chegando de Brasília", relembra ela, que ressalta: "Parei toda minha rotina só para poder receber todo mundo bem. É uma correria, mas depois que todos vão embora você sente um vazio".

Ter sempre muita gente em casa também é uma rotina para a executiva comercial Fernanda Cabral. Apesar de dividir seu apartamento com apenas uma amiga. Vira e mexe, Fernanda tem mais hóspedes. Prevenida, ela tem sempre estocado roupa de cama e de banho, escovas de dente novas, além de colchões. Dois. Um de solteiro e um de casal, que é inflável, ótima opção para não ocupar muito espaço. O prazer em receber é tão grande, que ela entrou para uma rede de relacionamentos na Internet voltada exclusivamente para viajantes que procuram hospedagem pelo mundo. O "Hospitallity Club" coloca o perfil de viajantes e anfitriões na rede para que eles se comuniquem e viajem sem gastar muito com hospedagem. "Esse ano recebi uma menina de Singapura. Gosto de receber, é uma filosofia nossa, de troca cultural mesmo", explica Fernanda, que tem em sua porta de entrada os girassóis de Van Gogh dando boas vindas aos que chegam. "Dizem que o amarelo na tela representa a amizade, durante muito tempo o próprio Van Gogh manteve esse quadro na casa dele", complementa.

Outra preocupação de Fernanda foi em relação ao espaço. O fato do antigo proprietário ter se desfeito de um quarto para aumentar o tamanho da sala, foi um dos aspectos decisivos na escolha de comprar o apartamento. A escolha dos móveis também foi toda pensada. "Eu optei por não colocar uma mesa na sala para ganhar espaço e poder fazer festinhas. Sempre que rola alguma coisa a gente improvisa dois banquinhos de madeira e uma almofada que servem de mesinha na varanda", disse Fernanda.

Na hora da Festa


Quantas vezes você já se pegou sem nada em casa e teve que se virar para receber aquela visita surpresa, que ainda trouxe mais convidados, e a reunião acabou virando uma festinha? Ser um bom anfitrião também implica estar preparado para esse tipo de situação. A consultora de Marketing e Eventos, Branca Góes, dá algumas dicas básicas para quem está sempre recebendo convidados em casa.

Quais tipos de móveis são imprescindíveis para quem recebe visitas frequentes?

Sofás e cadeiras confortáveis, mesinhas de apoio central ou lateral, aparador e um bom aparelho de som.

Que tipos de utensílios podem servir como peças coringa na hora de decorar a casa de forma funcional?
Um aparador pode virar um móvel funcional onde você coloca pratos, talheres e copos. Uma bonita tigela em aço inox pode servir para colocar gelo. Caso não tenha pinça para o gelo, uma colher antiga de prata de tamanho grande resolve o problema.

O que é importante ter sempre a mão?
Gelo, bebidas e comidinhas fáceis de servir.

Recorrer ao trabalho de profissionais seria uma solução?
Dependendo tamanho do encontro, é interessante contratar um buffet de pratos prontos que só precisem ir ao forno, por exemplo. Também acho fundamental o apoio de um garçom, além de deixar a dona da casa mais relaxada. o custo benefício compensa.


* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 26/04/2009