domingo, 19 de julho de 2009

Decoração - Tradição carregada de requinte

O uni­ver­so da de­co­ra­ção é re­ple­to de pos­si­bi­li­da­des. De tem­pos em tem­pos, sur­gem novas ten­dên­cias, téc­ni­cas e es­ti­los, en­quan­to ou­tras caem no os­tra­cis­mo. Porém, al­guns ele­men­tos nunca saem de moda. Peças de Arte Sacra são um bom exem­plo disso. Tra­zem con­si­go o re­quin­te do an­ti­go, e ul­tra­pas­sam ques­tões re­li­gio­sas pas­san­do a ocu­par lugar de des­ta­que mesmo na casa dos mais cé­ti­cos.

Imagens, telas, ora­tó­rios, cas­ti­çais, ador­nos. Tudo pode ser in­cor­po­ra­do à de­co­ra­ção, mesmo em am­bien­tes mais mo­der­nos. O de­co­ra­dor Rob­son Chagas ex­pli­ca que o se­gre­do é usar uma peça sacra como des­ta­que em uma de­co­ra­ção mais clean. “Ainda pre­va­le­ce má­xi­ma de que menos é mais. Como as peças são sem­pre re­bus­ca­das, ta­lha­das e com cores fortes, é im­por­tan­te não co­lo­car mui­tas em um mesmo es­pa­ço. É pre­ci­so que a peça seja o des­ta­que da de­co­ra­ção, do con­trá­rio, pode tornar-se pe­sa­do e can­sa­ti­vo”, orien­ta o de­co­ra­dor. O se­gre­do para ga­ran­tir o re­quin­te e o es­ti­lo do am­bien­te, é saber a dose certa entre o novo e o an­ti­go.

De acor­do com o de­cre­to-lei n° 25/37 do Instituto do Patrimô­nio Histórico e Artístico Nacio­nal (IPHAN), peças ori­gi­nais que es­te­jam em igre­jas tom­ba­das, per­ten­centes à união, es­ta­do ou mu­ni­cí­pio, não podem ser ven­di­das - o que acaba tor­nan­do o mer­ca­do das ré­pli­cas mais re­qui­si­ta­do.

Com um pú­bli­co fiel e he­te­ro­gê­neo, vá­rias lojas es­pe­cia­li­zam-se ex­clu­si­va­men­te neste tipo de pro­du­to. “Trabalhamos com ré­pli­cas au­tên­ti­cas. Não é um ar­ti­go in­dus­tria­li­za­do, feito em série. Cada peça tem um aca­ba­men­to ar­te­sa­nal per­so­na­li­za­do, o que as torna única” ex­pli­ca a em­pre­sá­ria Vera Jucá, que já tra­ba­lha no seg­men­to há seis anos. Entre os itens mais pro­cu­ra­dos, ima­gens de san­tos e as telas do ar­tis­ta per­nam­bu­ca­no Romero de Andrade Lima. “As pes­soas gos­tam muito das peças por­que, além do sen­ti­do re­li­gio­so, elas são muito bo­ni­tas”, diz Vera, que com­ple­men­ta: “Fazemos ques­tão de tra­ba­lhar ape­nas com ar­tis­tas do Estado”.


Serviço
“Capella”
Rua da Alfândega - Paço Alfândega loja 113
Telefone: 3424-0078
www.capellaartigosreligiosos.com.br

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