O teatro da UFPE recebe neste domingo, às 20h, o espetáculo “A Arte do Insulto”, protagonizado pelo jornalista e ator Rafinha Bastos, um dos apresentadores do programa Custe o Que Custar (CQC), da Band. O show segue o formato de stand up comedy - gênero no qual o humorista se apresenta sozinho, de pé, sem acessórios cênicos, ou qualquer artifício visual. Na TV com o programa - onde além de apresentação ele faz matérias - e em inúmeras campanhas publicitárias, sucesso de público, e do Youtube, Rafinha vive hoje a melhor fase de sua carreira. O caderno de Programa conversou com o humorista, que falou sobre os desafios do espetáculo, sobre a carreira e o sucesso do programa CQC.Por que “A Arte do Insulto”?
Eu botei este nome pra plateia se preparar e saber que os temas não são nada usuais. Mas não é para insultar ninguém.Quero sim, tratar de assuntos difíceis que normalmente não são vistos em shows de humor.
Apesar de ser um show de stand up comedy, o espetáculo exige muito do seu trabalho como ator?
Quando eu subo no palco, sou eu mesmo. Falo minhas histórias, faço minhas críticas, é mais um trabalho de ser eu mesmo. O material é todo escrito por mim, com base em experiências que vivi.
Assusta saber que o único artifício que você pode lançar mão no show é a sua criatividade?
Não vou mentir pra você, nunca. Eu nasci fazendo isso. Minhas experiências profissionais são todas desse tipo. É claro que é sempre muito excitante levar isso para uma plateia nova. Não assusta, o que rola é uma empolgação.
Além de ator, você também é jornalista, a decisão do STF sobre a não obrigatoriedade do diploma já virou tema de piada no espetáculo?
Tenho ficado full time com CQC e não tenho trabalhado muito com o texto. Falo de coisas atemporais. Os novos textos devem entrar no próximo espetáculo que pretendo estrear no ano que vem.
Saindo um pouco do show, na TV, com o CQC você está à frente do quadro Proteste já, responsável pela parte mais política do programa. Como é essa experiência?
Tenho muito orgulho de fazer o Proteste Já. Ele me dá possibilidade de fazer jornalismo e humor, confrontar autoridades de forma bem humorada em rede nacional.
Você foi um dos pioneiros a divulgar seu trabalho na internet. Ainda hoje, é um dos mais vistos no Youtube, mantém um blog e é twittero assíduo. É difícil administrar tantos perfis na rede?
Eu gosto muito de fazer o que faço na internet. É a oportunidade de me ligar diretamente com meu público e conversar com eles. Não é trabalho é prazer.
* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 17/07/2009

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