segunda-feira, 19 de abril de 2010

Uma Paixão para o Recife

Em sua 14ª temporada, espetáculo marca os 33 anos de José Pimentel no papel de Cristo

Hoje, pela 14ª vez, o Marco Zero, no Recife Antigo, recebe a montagem da “Paixão de Cristo do Recife”. E a história, contada em três palcos, que se transformam em nove diferentes cenários, tem uma conotação diferente para o elenco, em especial para José Pimentel, que este ano comemora 33 anos interpretando Jesus. O espetáculo está diferente - diferenças facilmente percebidas para quem acompanha sua trajetória desde o início.

Pimentel, que além de atuar, assina a direção do espetáculo, diz que haverão novos efeitos de luz na passagem da ressurreição. “Mesmo a cena da ascensão - que já vem sendo bastante elogiada -, passou por reformulações para surpreender o público”, diz. E destaca como outro ponto forte do espetáculo, o envolvimento dos atores com os personagens, já que a maioria faz parte do elenco desde o início. A montagem, que surgiu como uma “alternativa” à “Paixão de Cristo de Nova Jerusalém”, deixou de lado o ar de improvisação.

Falando sobre as questões práticas, adereços e figurinos foram reformados e os efeitos cênicos estão mais significativos. Lilian Pimentel - filha de José Pimentel -, e Roberto Vasconcelos são os responsáveis pelas mudanças. Octávio Catanho, mais conhecido como Tibi, é o responsável pela cenografia dos palcos, que a cada ano precisam ser reforçados em função do forte vento no local.

Tempos melhores e recentes. No ano passado, em função de cortes nos recursos, o espetáculo fez apenas três apresentações, ao contrário das cinco habituais (este ano, as apresentações seguem até o próximo domingo, quando é comemorada a Páscoa). Mas de acordo com o diretor da Associação de Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (Apacepe), Paulo de Castro, que faz a produção do espetáculo, nessa temporada os recursos alcançados através de patrocínios e parcerias atingiram R$ 336 mil, quando o projeto geral estava orçado em R$ 450 mil. “Ainda assim conseguimos fechar as cinco apresentações”, disse o produtor. Gratuita, a encenação chama atenção do público, que responde ao empenho da produção em manter a agenda. “Mesmo com tantas opções as pessoas vão ao Marco Zero assistir a magia que transforma aquele local. Além da emoção da história, também é fundamental a localização, e o fato do espetáculo ser aberto a todos. A “Paixão do Recife” é importante porque é um espetáculo para família,de paz”, garante Paulo de Castro.

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 31/03/2010

Paixão de Cristo está pronta para o público

Expectativa é receber sete mil espectadores diariamente


Tudo pronto para dar início a 43ª temporada do maior espetáculo ao ar livre do mundo. De hoje até o próximo dia 3 de abril, a cidade cenográfica de Nova Jerusalém, localizada no Brejo da Madre de Deus, Agreste pernambucano, receberá um público diário de aproximadamente sete mil pessoas para acompanhar a saga da Paixão de Cristo.

Na noite de ontem, em sessão especial para convidados e Imprensa, o elenco global formado por Eriberto Leão, Suzana Viera, Paulo César Grande e Mauro Mendonça mostrou que está afiado com história, fazendo uma apresentação praticamente impecável. A única exceção foi uma pequena falha no áudio durante a cena do Tribunal de Pilatos, mas que foi rapidamente solucionada.

Depois de tantas temporadas a “Paixão” está cada vez mais grandiosa. A cenografia é impecável, bem como os figurinos, que levam a marca incontestável de Xuruca Pacheco. A professora aposentada, Aglaiena Costa, ficou surpresa com a grandiosidade da montagem. “Não assistia ao espetáculo desde os tempos de (José) Pimentel. Estou achando tudo uma maravilha”, disse a Aglaiena, que assistiu a apresentação ao lado da irmã e da filha.

Outra preocupação da produção, pelo segundo ano consecutivo, diz respeito à acessibilidade. Para isso, a apresentação de hoje vai contar com um grupo de apoio que vai acompanhar cadeirantes, e grupos da melhor idade, auxiliando na locomoção entre os cenários. A cadeirante Maria Niedja acompanha o espetáculo há vários anos e aprovou a iniciativa. “A estrutura está cada vez melhor. O apoio nos dá mais segurança para percorrer as distâncias”, afirmou.

Voltando ao desempenho dos atores, Eriberto Leão, tinha como objetivo apresentar um Cristo mais “Guevariano”, entretanto sua atuação não pareceu tão revolucionária. Quem de fato roubou a cena, foi Suzana Viera, que longe de ser uma Maria contida, ganhou mais falas e a tietagem do público.

Durante a coletiva de Imprensa realizada após a apresentação, a atriz destacou que veio fazer uma Maria questionadora e revolucionária. “Quando cheguei no ensaio fiquei revoltada porque vi uma Maria apagada, escorada em João Batista e em Maria Madalena. Eu disse eu não, eu vou me estapiar com aqueles guardas. Eu sou Maria do Carmo, uma Maria pernambucana. É essa a Maria que fiz. Revolucionária e briguenta”, afirmou a atriz, que ainda está com algumas dificuldades em acertar o ritmo da dublagem do espetáculo.

* A matéria foi publicada no caderno "Geral" da Folha de Pernambuco de 26/03/2010

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Nação Zumbi teve sua redenção

Foi tudo planejado para que fosse uma noite grandiosa. A prévia de um dos blocos mais irreverentes do carnaval pernambucano, o “Enquanto Isso na Sala da Justiça” (SJ), comemora 15 anos de folia e para celebrar a data, trouxe nomes de peso. A sambista carioca Mart’nália era a principal convidada, mas até a cantora deve ter reconhecido que a noite foi mesmo da Nação Zumbi.

Ainda era cedo quando a Orquestra do Homem da Meia Noite começou a arrastar os primeiros foliões fantasiados pelo pavilhão do Centro de Convenções, na noite do último sábado. Homens-Aranha, Wolverines e Super-homens se misturavam na multidão às fantasias mais inusitadas. Onde mais poderia acontecer um encontro de Axel Rose, Michael Jackson, Freddie Mercury e Slash?

Na sequência, a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério e o maestro Forró fizeram todo mundo cair no frevo, com arranjos estilizados que misturam o ritmo com rock, valsa e até jazz. Ao lado do maestro, Fred 04 fez sua primeira aparição da noite (seriam três ao todo), cantando a música “Meu Esquema”, da mundo livre S/A.

Passava da meia noite quando Mart’nália subiu ao palco cantando “Don’t Worry, Be Happy”. Fantasiada de Zorro, a cantora bem que tentou entrar no clima da festa, mas acabou fazendo um show para um público de certa forma disperso, que só vibrou mesmo quando a carioca embalou clássicos do samba, de seu pai, Martinho da Vila, como “Ex Amor” e “Mulheres”. “Vou cantar umas lá de casa”, disparou a cantora, brincando.

Mas a apoteose do baile de debutante da SJ aconteceu mesmo com a entrada da Nação Zumbi. Depois de terem feito um show que frustrou a maioria dos fãs na gravação do DVD em comemoração aos 15 anos do “Da Lama ao Caos”, em dezembro, durante a Feira Música Brasil, a Nação parece ter tido a chance de sua redenção. Fizeram um show com o peso nas alfaias que a ocasião merecia.

Bastou Jorge Du Peixe soltar “Modernizar o passado, é uma evolução musical”, para a multidão se espremer diante do palco. “Banditismo por uma questão de classe” foi só o prelúdio do que estava por vir. A Nação fez um show consistente e tecnicamente perfeito.

Dessa vez, os convidados BNegão e Fred 04 deram ainda mais peso às interpretações de “Samba Makossa” e “Da Lama ao Caos”, “Maracatu de Tiro Certeiro” e “Antene-se”. Mesmo com a ausência sentida de “Meu Maracatu Pesa uma Tonelada” no set list, ouvir “Risoflora” fez os fãs lavarem a alma. Para quem ainda teve fôlego, o Original Olinda Style da banda Eddie encerrou a festa.

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 08/02/2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Projeto Lo-Fi é música boa e feita em casa

Coletânea virtual “Recife Lo-Fi” será lançada amanhã, às 22h, no bar Quintal do Lima

Pare e pense no que é preciso para se fazer música de qualidade. Certamente, a resposta mais frequente é: Talento! E esse elemento é, por certo, um dos pontos de interseção entre os artistas que estão reunidos na coletânea virtual “Recife Lo-Fi”, que será lançada amanhã, às 22h, no bar Quintal do Lima. O outro ponto de interseção, que levou o músico Zeca Viana (baterista da Volver) a juntar essa galera, é o fato de todos eles terem gravado suas músicas em estilo lo-fi, em casa, com celular, ou no home estúdio de amigos.

“Passando uma temporada em São Paulo com a Volver, sempre me perguntavam o que havia de novo na cena musical de Pernambuco. Eu acabava indicando um ou outro, e acabei percebendo que muitas bandas tinham trabalhos gravados em casa, e algumas até, nunca tinham feito shows”, disse Zeca, que idealizou o projeto com o intuito de dar vazão e visibilidade ao que está sendo produzido por esses novos artistas.

Ao projeto, juntaram-se parceiros de peso, como Recife Rock, Coquetel Molotov, a revista O Grito, a paulista Agência Alavanca, e a gravadora Trama Virtual, que se encarregou do lançamento nacional da coletânea, disponibilizando ainda a compilação para download no site (www. tramavirtual.com. br).

Ao todo, a coletânea reúne 21 composições de bandas - e também de artistas solo - da nova cena musical pernambucana. Entre os nomes escolhidos, alguns já conhecidos do grande público como o rock de “Johnny Hooker & Candeias Rock City”, que se apresentou no Abril pro Rock do ano passado, e o som eletrônico da banda “Julia Says”, que entre outros, passou pelo palco do Rec Beat. “ Procuramos fazer um mix de diferentes estilos, e também de gente que já faz shows, com quem nunca se apresentou para o grande público” frisou Zeca.

Gente como a jovem Lina Jamir, que assina a faixa sete da coletânea intitulada “Terra Gira”. Misturando música eletrônica com MPB, a garota é uma das apostas do projeto.

Além do site da Trama Virtual, as músicas selecionadas também estão no blog do projeto (recifelofi.blogspot.com), que além de disponibilizar os links para download, também traz depoimentos dos artistas relatando como foi a experiência de gravação de suas composições em estúdios caseiros.De acordo com o baterista, o grupo já trabalha na seleção de artistas para uma segunda coletânea que deverá ser lançada no segundo semestre. Os interessados em participar podem encaminhar seus trabalhos para o e-mail descrito no blog e aguardar a nova seleção.

Para a festa de amanhã foram escolhidos quatro nomes que compõem a coletânea para as apresentações. Gleisson Jones, Julia Says, Ex exus, e o próprio Zeca Viana, que apresenta seu trabalho solo. Além de discotecagem de Vivi Menezes, Mucuri, D Mingus e Jarmeson de Lima.

Serviço

Lançamento Coletânea Recife Lo-Fi

Amanhã (5), às 22h

Bar Quintal do Lima

Ingressos: R$5

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 04/02/2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A supremacia de um bom texto

Há tempos andava meio cética em relação ao riso. Em tempos de “stand ups” e o sucesso da comédia pastelão esvaída de sentido, é comum ver no teatro uma plateia que se obriga a rir porque pagou ingresso para isso. É um riso nervoso e quase que forçado, eu diria. Na última sexta-feira (29), na primeira das duas apresentações do espetáculo “O Púlcaro Búlgaro” (encerrando a programação do 16º Janeiro de Grandes Espetáculos), o que se viu foi exatamente o oposto: uma plateia totalmente imersa no jogo de palavras sedutor e redundante feito pelo atores em cena.

A montagem dirigida por Aderbal Freire-Filho, a partir da adaptação do romance hormônio do autor mineiro Walter Campos de Carvalho, tem o tom exato para fazer rir da forma mais inteligente. Saem as firulas, e as piadas óbvias e preconceituosas - ainda que por ventura, alguém possa não ter gostado da cena em que o personagem Hilário é assaltado sorrateiramente por um Nordestino que encontrou casualmente em Copacabana - e prevalece o raciocínio intricado, que para contar uma história absurda, usa referências históricas reais.

Estruturada como se cada ator fosse narrador de suas próprias personagens, o espetáculo apresenta ao público as anotações do diário de Hilário, um homem que resolve organizar uma expedição para verificar se a Bulgária de fato existe. Depois de publicar um anúncio no jornal convocando expedicionários, juntam-se a ele os tipos mais estranhos e bizarros.

Os atores Ana Barroso, Cândido Damm, Gillray Coutinho, Isio Ghelman e José Mauro Brant fazem um verdadeiro, e brilhante, rodízio de personagens. Com destaque digno de registro para interpretação impagável Gillray Coutinho, como um professor de bugarologia e bugarosofia, que tem um gato na mão.

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 01/02/2010

No ritmo da beleza

Dançar é uma boa opção para queimar as gordurinhas

Verão, férias, Carnaval... Os motivos são muitos para querer garantir a boa forma. Mas cá entre nós, é bem verdade que muitas vezes bate aquela preguicinha de encarar a academia. Para muitas pessoas, a rotina aeróbica não pode ser definida como atrativa. Pensando nisso, muitas academias encontraram na dança uma forma de fidelizar um público diferenciado, além de diversificar o quadro de opções oferecidas. Atividade aeróbica de alta eficácia, o exercício conquistou adeptos de variadas idades em muitas academias da Cidade.

Os ritmos são os mais diversos: forró, axé e funk encabeçam a lista dos mais pedidos. Mas nesta época do ano, a procura por ritmos pernambucanos costuma aumentar bastante. “Perto do Carnaval, as pessoas querem aprender maracatu, frevo, caboclinho para fazer bonito”, diz o professor Sílvio Mangueira, que atualmente dá aula para três turmas - média de 30 alunos, cada. A modalidade de aulas chamada de aerodance, ou aeropop, já é uma verdadeira febre entre os alunos que querem perder peso de uma forma mais divertida.

“A aula tem duração de um hora e, como os ritmos são bastante fortes e acelerados - característica que configura a atividade aeróbica - ajudam muito na perda de peso. Dependendo do metabolismo de cada pessoa, pode-se perder em média de 400 a 600 calorias por aula”, explica o professor.

A dança ainda traz outras vantagens. Além de ser excelente na queima das gordurinhas, é uma forma lúdica de se praticar atividade física. Sem contar que não tem nenhuma contra-indicação. “Qualquer tipo de pessoa pode acompanhar a aula. De jovem a pessoas mais idosas, o objetivo é se divertir. Tenho alunas que costumam falar que eu sou o terapeuta delas. Para quem vive estressado com trabalho, essa é a melhor forma de extravasar”, brinca Sílvio.

As aulas são todas coreografadas com as músicas “do momento”. A comerciante Josilene Francisca é adepta da modalidade há quase 10 anos e ao longo desse tempo conquistou excelentes resultados. “Cheguei a perder 10 quilos apenas com a dança. Somente agora que comecei a conciliar a dança com a musculação. Gosto da dança porque ao mesmo tempo que você malha, você também se diverte”, explica Josilene.

A paixão é tanta que a comerciante acompanha o professor aonde ele for. E além de ser fiel ao mentor, ainda leva as amigas para aprender os passos na malhação. “Já levei quatro amigas para as aulas. Geralmente no começo é difícil até a pessoa conseguir aprender os passos e acompanhar tudo. Tem que gostar de dançar. Mas depois é legal porque usamos as coreografias nas saídas a noite. A gente tem um grupinho e normalmente sempre me pedem para puxar um passo”.


Serviço
Hi Academia
Fones: 3269 2206 / 3341 2938/ 3442 6402

www.hiacademia.com.br


* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 31/01/2010

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Vale tudo pela arte?

Atores exploram os limites do próprio corpo em “Meu Grito de Dor”

O dramaturgo francês Antonin Artaud além de ter feito carreira na Literatura e nos palcos, ficou conhecido mundialmente como louco. Tendo passado por diversos manicômios franceses, Artaud tinha uma forma diferente de pensar a Arte e o Teatro, chegando a desenvolver, inclusive, a teoria do “Teatro da Crueldade”, na qual a distância entre ator e plateia deixa de existir e todos fazem parte de um mesmo processo. Foi com base no pensamento de Artaud, que os intérpretes Gessé Rosa e Jefferson Cirino criaram o espetáculo “Meu Grito de Dor”, que faz hoje única apresentação, às 20h, no teatro Armazém, dentro da programação do 16° Janeiro de Grandes Espetáculos.

O espetáculo fez sua estreia oficial há pouco mais de um mês, em Ipatinga, em Minas Gerais. Cidade da qual pertence o Coletivo Dois Contemporâneo, do qual fazem parte os artistas. “Essa será nossa primeira apresentação fora de Minas. A montagem ainda é muito recente. Estamos ansiosos”, destaca Gessé, que é pernambucano, e durante muito tempo fez parte do Núcleo de Formação em Dança, do Grupo Experimental. Por causa de sua carreira nos palcos, Gessé já vive há dois anos em Minas Gerais.

Em “Meu Grito de Dor” o que causa mais impacto e estranheza por parte do público é o sofrimento físico e mental do qual padecem os dois intérpretes em cena. “As pessoas têm saído do espetáculo meio assustadas. Em cena tentamos mostrar não apenas a crueldade, mas sim a experiência do ‘não fingir’ o fazer artístico. Se é para sentir dor não vamos fingir. Vamos sentir de fato” explica Gessé.

No palco, ofensas à Bíblia, nudez, sadomasoquismo, tortura e violência - como furar o outro com uma seringa ou forçar o colega a levantar-se pelo queixo - são algumas das cenas protagonizadas. “Saímos exaustos. Para a gente, tanto quanto para o público, também é uma encenação bastante chocante. É a primeira vez que desenvolvemos algo dessa forma mais intensa. É super difícil fazer, pensar e levar para o público. Essa montagem mudou muito nossa forma de pensar e de construir teatro”, observa o ator.

O espetáculo conta ainda com uma trilha feita ao vivo pelo músico Natanael Mariano. Os ingressos custam R$ 5 (preço único promocional) e a censura é de 18 anos.

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 26/01/2010