quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mãos à obra

Os segredos e riscos de colorir os cabelos, em casa ou no salão


Colorir os cabelos é mais que uma necessidade para as mulheres. A primeira “desculpa” para decidir pintar as madeixas - muito justa, diga-se de passagem - é cobrir o aparecimento dos fios brancos. Mas não vamos ser inocentes, estimuladas pelas várias opções disponíveis no mercado cosmético, a ideia de renovar o visual é o suficiente para recorrer ao recurso: rápido e limpo. Mas, junto com a mudança vem os efeitos da química existente no processo.

Para garantir que o resultado não seja desastroso, alguns cuidados são necessários. A orientação de um profissional habilitado é imprescindível. E mudar a cor do cabelo em casa, só usando os chamados tonalizantes. Este tipo de produto é menos ofensivo e permite uma aplicação simples, que pode ser feita pela própria pessoa. “O profissional é importante porque é ele quem vai fazer o diagnóstico do cabelo e identificar o que deve, ou não, ser feito”, adianta o cabeleireiro André Mesel. “Muitas mulheres que têm o hábito de pintar o cabelo em casa podem acabar manchando o cabelo, ter reações alérgicas, ou mesmo exagerar no tempo de ação do produto, o que pode ocasionar a quebra e queda do cabelo”, alerta Andre.

Situação semelhante ao que aconteceu com a estudante de administração, Carolina Valença. Mesmo já acostumada a pintar o próprio cabelo em casa, Carolina também já errou feio. “Um vez comprei tinta no lugar de tonalizante, e ao invés do cabelo ficar chocolate acabou vermelho. Foi péssimo, tive que esperar uma semana para poder consertar”. Com já repete a prática há algum tempo, Carolina percebeu que usar tinta em casa não é para ela. “Quando vou usar tinta, prefiro ir a um salão. Em casa, damos mais atenção a parte de cima do cabelo, e as pontas acabam ficando queimadas. O tonalizante é fácil de usar porque você pode espalhar como xampu”, explica.

O cuidado do salão é indispensável na opinião de Michelly Carvalho. “ Sempre que quero mudar prefiro vir no salão. A manutenção pode até ser feita em casa, mas uma vez por mês estou aqui para fazer os retoques”, diz Michelly, enquanto é atendida por Nice Correia e Pedro Araújo, que se revezam nas etapas do processo. O cabeleireiro destaca outro aspecto importante para quem pretende mexer na cor dos fios. “ É imprescindível que o cabelo esteja bem hidratado e preparado para receber a química. Da mesma forma que fazemos a hidratação do nosso corpo, também precisamos de uma hidratação externa na cutícula do cabelo”, diz Pedro.

Para isso, a escolha dos produtos é um detalhe que deve ser levado em consideração. Todas as mais importantes marcas de produtos para cabelos possuem linhas específicas para cuidados dos cabelos coloridos. A escolha é pessoal, mas a orientação de um bom profissonal também pode ajudar em relação a cuidados para manter a cor, o brilho e a saúde dos fios.

SERVIÇO
Set - Espaço Personal de Beleza
Paço Alfândega, loja 132, Recife Antigo
Fone: 3424 7447

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 06/09/2009

Nando Reis agita Porto de Galinhas

O Lual da Vila de Todos os Santos acontece na véspera do feriado

O mês de setembro mal começou, mas o que importa mesmo é que junto com ele chega também a estação mais quente do ano. Comemorando o feriado que marca a abertura oficial do verão por aqui, a Vila de Todos os Santos, em Porto de Galinhas, promove a festa “Lual da Vila”. Comandando a festa, o cantor e compositor Nando Reis apresenta pela primeira vez por aqui as músicas do seu mais novo CD “Drês”. Além de Nando Reis, as bandas pernambucanas Eddie e Nós 4 também prometem esquentar a noite de quem estiver por lá. O cantor fala sobre o evento:

Você tem uma relação bem interessante com o público de pernambuco. Está sempre fazendo shows por aqui. Esse é o primeiro show da turnê com o novo CD “Drês”, o que os fãs podem esperar de novidade?

Eu já vou a Pernambuco há muitos anos desde que começei minha carreira solo, gosto muito de tocar em Recife, o público sempre me recebe muito bem. Estou super empolgado de mostrar esse trabalho porque é tudo novo. Além das músicas, claro, tem cenário diferente, luz nova. O show tá muito legal.

É muito comum falarem que você é um copositor bastante autobiográfico pelo teor das suas músicas que sempre falam da suas experiências, dos seus filhos, ads suas relações. Essa exposição te incomoda de alguma maneira?

Eu não me importo em falar da minha vida. De uma certa maneira, no final das contas, todo mundo está sempre falando de si próprio. Isso é o que me dá instigação para produzir. Mas na verdade minhas músicas têm mais do que eu gostaria de ser, do que o quê eu realmente sou. São um desejo.

Em “Drês” você faz uma parceria com a Ana Cañas na música XXX como é voltar a fazer duetos?

Eu conheci a Ana e a gente se deu muito bem. Eu adoro a voz dela. Confesso que tem uma grande queda por vozes femininas, já tenho um logo histórico desde os tempos da Cássia. Sempre que possível gosto de fazer algo assim.

No início do ano foi lançado um documentário sobre os Titãs “A vida parece uma festa”. Em uma entrevista, na ocasião do lançamento do seu novo CD, você fez uma declaração de amor ao Branco Melo e ao grupo. Isso significa que qualquer mágoa que possa ter existido com a sua saída já foi superada?

Sim, houve uma mágoa, mas isso já sumiu completamente. A prova disso é o que está no documentário. Ele expressa muito bem o que é o titãs e a nossa relação. É lógico que as coisas mudaram, a gente já não se vê com a mesma frequência. Mas sempre que nos encontramos é uma festa. Eu adoro aqueles caras.

Você é um músico que costuma produzir bastante. Como é seu processo de criação. Agora que você está em turnê, existe uma pausa nas composições?

Sempre que gravamos um disco a gente já abre espaço para o próximo. Não tenho uma fórmula pré-determinada. Na verdade, tudo acontece ao mesmo tempo. Já tenho algumas coisas que pretendo usar, mas nada certo ainda.

Frevo no adeus a Nascimento do Passo

Parentes, amigos, ex-alunos, artistas e políticos prestaram homenagens

Uma multidão acompanhou o cortejo e o sepultamento do corpo de Nascimento do Passo na manhã de ontem no cemitério do Santo Amaro. Parentes, amigos, ex-alunos, artistas e políticos foram prestar uma última homenagem ao homem que ajudou a divulgar o frevo e a cultura de Pernambuco em todo o mundo. Como era de sua vontade, foi sepultado com a roupa de passista. A despedida foi marcada ao som do ritmo que regeu sua vida. O bloco foi pra rua, os passistas empunharam as sombrinhas e, em meio a muita emoção, realizaram o último desejo do mestre. Frevaram.

Entre alguns dos presentes, nomes de destaque da nossa cultura fizeram questão de prestar suas homenagens. “Fica o sentimento de perda irreparável. Lembro de Nascimento ensinando frevo nas ruas de Bomba do Hemetério, eu era criança e fiquei fascinado. Não poderia haver outra maneira para a despedida”, disse Maestro Forró. O sentimento era o mesmo também entre os familiares do passista. Milena Nascimento, uma de suas filhas (são seis ao todo) está morando no exterior há dois anos dando aulas de frevo. Veio da Suíça se despedir do pai e ressaltou a importância de fazer valer a vontade de Nascimento em não deixar o frevo morrer. “Esse é o nosso sentimento, mesmo com a dor precisávamos botar o bloco na rua e mostrar que será eterno”, disse.

O secretário de cultura do Recife, Renato L, também esteve presente e manifestou a importância do mestre para a cultura do Estado. “Vamos prestar uma homenagem ao seu trabalho no Carnaval de 2010 e também durante o Festival de Dança”, afirmou o secretário.

O sepultamento foi feito sob palmas, e com os dançarinos que ele ajudou a formar cantando versos que contam sua trajetória: “Na Escola do Frevo Nascimento do Passo se faz o passo pra valer”.

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 04/09/2009

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Nº 100

O centésimo post a gente nunca esquece. Gostaria de registrar aqui o meu carinho e o meu agradecimento aos meus queridos amigos, que tanto meu dão força, e acreditam nessa humilde "aprendiz de jornalista" que vos escreve.

Que venha o milésimo....


Beijo grande

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Morre um mito do passo

Um dos maiores nomes do frevo pernambucano, Nascimento do Passo será sepultado hoje, às 11h, no cemitério de Santo Amaro
Sombrinha de frevo na mão, e muito, muito passo no pé. Tanto que o talento deixou de ser ofício e passou a ser sobrenome. Nascimento do Passo. Assim passou a ser conhecido Francisco do Nascimento Filho, jovem amazonense de Benjamim Constant, que chegou ao Recife ainda jovem, e fez do frevo a sua vida. Aos 72 anos, o passista faleceu na madrugada de ontem vítima de um câncer no estômago. Nem de longe lembrava mais o bailarino forte e cheio de vitalidade que um dia foi. Estava deprimido. As acusações de abuso contra menores afastaram Nascimento dos palcos, das aulas, e de sua maior paixão: o frevo. Já não dançava. Mas o brilho e o legado deixado por esse mestre não se apagará com sua partida. Nascimento do Passo está para o frevo pernambucano assim como Ana Botafogo está para o balé do Municipal. São coisas indissociáveis e incontestáveis.

Ontem, durante todo o dia, amigos e parentes entravam e saiam do velório. Queriam dar o último adeus àquele a quem chamam de mestre. José Clemente Filho era um deles. Amigo próximo, conhecia Nascimento há 25 anos e aprendeu com ele a cultivar a paixão pelo passo. “Eu já era apaixonado pelo frevo, mas não sabia frevar. Aprendi toda minha técnica com ele. Hoje dou aulas na comunidade do Cardoso”, lembrou José Clemente. O amigo também fez questão de frisar a importância de Nascimento do Passo na divulgação do frevo no Brasil e no mundo. “O negão, meu negão, era internacional. O frevo agora fica mais pobre, em pouco tempo perdemos Salustiano, Eneas e agora Nascimento”, completou emocionado.

A lembrança do trabalho e da figura que foi Nascimento do Passo foi constante entre todos os presentes. Em seus depoimentos, foi unânime o fato de que as acusações contra ele pesaram sobre sua saúde. O afastamento da Escola Pernambucana de Frevo - projeto do qual foi o idealizador -, em 2003, foi um divisor de águas. Apesar de nunca comprovado, o fato teve muita repercussão e o impacto sobre a vida de Nascimento foi devastador.

Em 2002, ele esteve envolvido em denúncias de abuso sexual a adolescentes que tinham aula de frevo com ele, mas o passista se disse inocente, sempre. Ele respondia a quatro processos criminais, sendo que em um já havia recebido a sentença condenatória em fevereiro de 2006. Os outros três tramitavam na Vara de Crimes contra a Criança e Adolescente.De acordo com Gecilandy Lopes (Landinha, quarta mulher de Nascimento do Passo) uma nova audiência estava marcada para outubro.

Landinha, mesmo já separada do Nascimento, continuou cuidando do ex-marido. Acompanhou a evolução de seu quadro de saúde, que, nos últimos tempos piorou em função da dificuldade que ele estava tendo para se alimentar. Depois de ter enfrentado dois acidentes vascular cerebral (AVC), somente há cinco dias, quando foi internado no Hospital Getúlio Vargas, o tumor foi descoberto. “Ele não gostava de tomar medicação. Preferia tratamentos mais naturais, como chás e massagens” disse Landinha.

Nascimento do Passo aprendeu a técnica do frevo com outro mestre, Egídio Bezerra. Dançando, apresentou-se nos mais importantes palcos, e também nas ruas de vários cantos do País e do mundo. Ao longo de sua jornada ensinando o passo, uma geração de bailarinos e professores foi formada.

Agora, Nascimento do Passo se despede de toda uma vida dedicada ao frevo. Deixa seis filhos, a maioria envolvida com a dança. O homem que respirava e transpirava frevo cativou a todos com quem conviveu. Os versos da música que leva o nome de Nascimento do Passo, composta por outro mestre, Antônio Carlos, definem bem sua trajetória. “No frevedouro / Fiz um grande Rebuliço/ Preto, Branco e Mestiço/ Eu chamei pro Bafafá”.

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 03/09/2009

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Melhores do mundo marcam golaço no teatro da UFPE

Foto: Diego Nigro
Teatro da UFPE lotado (ou seria estádio?) na última sexta-feira para assistir “Os Melhores do Mundo Futebol Clube” entrarem em campo. Desde a chegada ao teatro, as bandeirolas, telões, e hinos dos clubes de futebol davam indícios de que uma seleção de craques do humor estava prestes a entrar em cena.

Foi em clima de clássico que a Cia de Comédia Os Melhores do Mundo (formada por Welder Rodrigues, Victor Leal, Ricardo Pipo, Jovane Nunes e Adriano Siri) voltou a se apresentar no Recife. Falando de um assunto pelo qual todo bom brasileiro é apaixonado, o futebol, o grupo apresentou uma fórmula já bastante conhecida pelo público, mas que ainda assim continua dando certo.

No palco, o elenco de seis atores (cinco principais e um apoio) se reveza dando vida aos personagens em sete diferentes esquetes. “A esposa não deixa o marido ver o jogo”, “A invenção do Futebol” e até mesmo um “Jogo entre Loiras e Morenas” arrancam boas risadas da platéia. Que, em alguns momentos, porém, parece se envolver pouco no clima de interação que os atores tentam criar.

Mas é em momentos impagáveis - como o em que Nietzsche, ateu convicto, torna-se o único jogador apto a fazer um gol em Nossa Senhora, convocada para o lugar do goleiro. Ou mesmo no quadro em que um psicoterapeuta (vivido pelo excelente Jovane Nunes) tenta “motivar” o time, e o juiz, a serem mais decididos. - que o grupo faz jus ao nome que batiza a Companhia.

Outro mérito que deve ser atribuído ao grupo é a capacidade de aproximar seus espetáculos do universo em que vive o público que assiste cada uma de suas apresentações. E não é apenas fazendo menção aos times locais - isso seria a alternativa mais óbvia -, mas também acrescentando informações sobre bairros, músicas, artistas e até mesmo sobre uma faculdade local às suas piadas. Dando ao público uma sensação agradável de que aquele espetáculo foi feito exclusivamente para ele.

Depois de quatro apresentações na cidade (incluindo uma sessão extra no domingo) “Os Melhores...” se despedem do Recife deixando provado que ainda têm fôlego para mais algumas piadas, e que tudo o que o brasileiro mais quer é poder rir de suas próprias mazelas.

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 31/08/2009

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Teatro que faz a diferença

Malkavian encontrou no próprio corpo sua melhor forma de expressão

Para muitos, subir em um palco, encarar uma plateia e representar um personagem é um verdadeiro desafio. Difícil de ser enfrentado! Imagine agora, fazer tudo isso quando se tem vergonha do próprio corpo. Quando se tem uma deficiência física que o torna diferente da maioria das pessoas. O obstáculo a ser transposto torna-se ainda maior. Márcio Malkavian tem 23 anos, e já pode dizer que tem uma longa carreira nos palcos. São quase dez anos de experiência trabalhando como ator e bailarino, e, não fosse por um problema de má formação congênita que lhe tirou o movimento das duas pernas, Márcio seria igual a qualquer outro ator.

Porém, foi justamente a sua deficiência que o levou a fazer escolhas diferentes. Ainda adolescente ele tinha muita dificuldade em aceitar sua condição. “Eu me sentia muito tímido, tinha vergonha de ir para a escola porque meu irmão mais velho costumava me levar carregado nas costas”. Foi quando, aos 14 anos, ele decidiu entrar para uma oficina de teatro que acontecia em frente à escola onde estudava, no Sítio da Trindade. Na época, Márcio vivia uma fase muito difícil. “Já tinha pensado várias vezes em suicídio, não conseguia ver possibilidades”, disse o ator. O primeiro contato com as artes cênicas foi um verdadeiro divisor de águas. A oficina ministrada pelo diretor Gustavo Vilar dava ênfase a tudo o que Márcio mais temia: a expressão corporal. Era um teatro físico e vigoroso que buscava, principalmente, ressaltar as diferenças de biótipos humanos.

Em “Paralelas”, seu primeiro espetáculo oficial como ator, Márcio pôde testar em definitivo sua capacidade de exposição. “Eu testei o meu limite, estava no palco para me mostrar para as pessoas do jeito que eu sou. A partir dali eu perdi essa posição de coitadinho e quebrei todos os meus tabus”.
Este foi apenas o começo de uma carreira repleta de superações. Dedicado e empenhado ao ofício que escolheu, Márcio nunca parou de aprender. E os desafios nunca pararam de surgir. Em 2008, ele que até então só havia estado no palco como ator, foi convidado pela diretora do grupo de dança Grial, Maria Paula Costa Rêgo, para fazer parte do corpo de bailarinos do grupo. “Ela me perguntou se eu já havia pensado em ser bailarino, e eu respondi que não, justamente porque a minha deficiência é nas pernas”, lembrou Márcio. Na época o grupo estava trabalhando em um projeto no qual os bailarinos dançavam presos a uma parede. Foi a oportunidade perfeita. O espetáculo permitia que ele dançasse adaptando a coreografia às suas possibilidades.

As oportunidades e as conquistas que foram sendo trilhadas em seu caminho profissional serviram para fortalecer o ator também como pessoa. “Hoje sou um homem totalmente diferente. No teatro nunca senti nenhum tipo de preconceito, sempre consegui trabalhar de igual para igual. O preconceito maior ainda é fora do palco, as pessoas acham estranho até o fato de eu ser deficiente e usar piercings, como se a minha deficiência fosse um empecilho para minha maneira de me expressar”, ressaltou Malkavian.

E foi justamente pelo fato de nunca ser taxado de “diferente” que Márcio conseguiu alcançar resultados tão positivos. “O trabalho que fazemos com o Márcio é igual ao de qualquer outro ator, inclusive no que diz respeito à preparação corporal. O que faz a diferença no trabalho dele é a qualidade da sua interpretação. Ele se dedica, estuda, e isso se sobrepõe a sua deficiência. Ele é parte do grupo como qualquer outro”, afirmou o diretor Benedito Serafim, que atualmente dirige Márcio nos espetáculos “O Auto da Barca do Inferno” e “Ex-miseráveis”, da Cia. de Teatro Falaz.

Nesse último espetáculo, inclusive, Márcio realizou a conquista de mais um sonho. Divide o palco com a diva do teatro Pernambucano, Geninha da Rosa Borges. “Quase não acreditei quando ela chegou para o ensaio. É uma responsabilidade bem pesada estar no palco ao lado de Geninha”, disse Márcio com um sorriso estampado no rosto de quem conseguiu reverter a história de uma vida em função dos palcos.

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 27/08/2009