segunda-feira, 27 de julho de 2009

“Estação Retrô anos 80” para a festa de várias gerações

Em sua segunda edição, evento no Chevrolet Hall é oportunidade de “rever” velhos conhecidos

Não se pode viver de passado, mas um pouco de nostalgia não faz mal a ninguém. Pensando nisso, a festa “Estação Retrô anos 80”, que acontece amanhã, no Chevrolet Hall, chega a sua segunda edição prometendo dar aquele gostinho de “flashback” aos mais crescidos. Assim como é uma oportunidade de novas gerações conhecerem artistas que fizeram história na década de 80.

Ao logo da noite sete atrações se revezam no palco, e prometem agitar o público ao som de clássicos da época como “Ursinho blau-blau” de Sylvinho Blau-Blau, as letras bem humoradas e de duplo sentido do Dr. Silvana, como “Taca a mãe pra Ver se Quica” e “Amante profissional” e ainda “Manequim” e outros sucessos do Dominó, na voz de Afonso Nigro. Kid Vinil, Avellar Love (do João Penca e os Miquinhos Amestrados) e Guilherme Isnard completam a programação.

Encerrando a noite, o cantor Paulo Ricardo promete fazer um show que vai unir sucessos de sua fase roqueiro, à frente do grupo RPM, passando por sua carreira solo, até canções de seu novo trabalho, “Prisma”. “ O show faz parte da turnê do CD, e além de músicas deste disco, também tem coisas em inglês como “Beatiful girl” do Acustic live “, diz o cantor, que complementa: “ Também vou incluir grandes sucessos da carreira solo como “Dois”, “Tudo Por Nada” “Imagine” e, claro, do RPM “Olhar 43”, não pode faltar”.

O show de Paulo Ricardo, inclusive, é o que vem menos carregado das características oitentistas. Para o artista, essa também é uma oportunidade de aproximar públicos distintos. “Eu acho lisonjeiro esse interesse do mundo por essa época, entendo o conjunto de referências dessa década, principalmente pra quem não viveu. Mas também tento seguir em frente e explorar novos caminhos”, disse Paulo, para depois frisar: “Ao mesmo tempo, tocamos antigos sucessos com uma fidelidade absoluta aos arranjos”, completou.

Serviço
“Estação Retrô Anos 80”
Chevrolet Hall, Sábado (25), a partir das 21h
Ingressos: Pista R$ 50, estudante R$ 25, Mesa Premium R$ 400 e camarote de R$ 500 à R$ 700, à venda no local ou nas lojas Esposende
Informações: 3427 7500


* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 24/07/2009

Maracatu Nação Pernambuco celébra toda sua majestade

Espetáculo “O Nação Canta e Dança Pernambuco” será apresentado no Santa Isabel

Começa hoje, às 19h, no teatro de Santa Isabel, a segunda etapa da VII Mostra Brasileira de dança. Em grande estilo: o Maracatu Nação Pernambuco sobe ao palco com um de seus espetáculos mais completos: “O Nação Canta e Dança Pernambuco”. O show também marca o início das comemorações do aniversário de 20 anos do grupo (a serem completados dia 15 de dezembro), que ajudou a visão da expressão popular no Estado, no Brasil e no mundo.

Em cena, 30 artistas - entre músicos, cantores e bailarinos - apresentam ao público os principais signos da cultura negra no País. O grupo leva a tradição do baque virado e dos cortejos de rua ao teatro, dando o tom de espetáculo. Esta, inclusive, é uma das principais características do grupo, que conseguiu identificar no maracatu um potencial cênico que possibilitou a apreciação de vários públicos. “Sempre procuramos fazer um tipo de releitura do maracatu tradicional, mantendo a mesma base, incluindo elementos teatrais”, explica a diretora artística do espetáculo, Amélia Veloso.

Contando a história de Xangô e suas três mulheres, desde sua coroação até o Carnaval, “O Nação Canta e Dança Pernambuco” é uma adaptação de um antigo show da companhia: “Batuque da Nação”, montado em 1992. “Aprimoramos técnicas que desenvolvemos ao longo dos anos, mas mantemos a essência do primeiro espetáculo”, diz Amélia. Com arranjos que incorporam os metais e o contrabaixo, instrumentos que não costumam ser usados no maracatu tradicional, o show apresenta um repertório de clássicos, como “Tambores Silenciosos”, “Nação Pernambuco” e “Viver Solto e Viver Virado”, criações do diretor musical e fundador do Maracatu Nação Pernambuco, Bernardino José.

Ao longo desses quase 20 de história, Bernardino trabalhou e acompanhou, diretamente o crescimento da trajetória do grupo. “O Nação foi criado em uma época em que existia a total falta de algo novo. Maracatu era coisa de preto, pobre e xangozeiro”, diz o diretor.

“O intuito era criar um grupo que incorporasse todas as raças e todas as classes sociais num só”, complementa. Hoje, o objetivo foi alcançado, e mesmo com todas as dificuldades de recursos, o trabalho está consolidado. Eles já realizaram pelo menos dez turnês internacionais (a última delas, na China), criaram segmentações do grupo com núcleos em Nazaré da Mata (Congo da Mata), no Auto do Moura (Cambira do Agreste), e até mesmo com um pólo em Paris - a Escola Pernambucongo. E a agenda de apresentações dura o ano todo. “Nossa maior vitória foi ver o maracatu, enquanto manifestação, extrapolar a redoma do Carnaval. Há algum tempo alguém me disse que o maracatu se dividia em duas partes: antes e depois de Nação. E é exatamente isso”, diz Amélia.

Ainda dentro das comemorações de aniversário, o grupo está trabalhando na montagem de um novo espetáculo: “Rádio Nação - Pernambuco falando para o mundo”. Além de um projeto, que está em fase de captação de recursos para a gravação do 1° DVD do Maracatu Nação Pernambuco, e também um livro de fotografias.

Mostra de dança com mais atrações

A VII Mostra Brasileira de Dança dá continuidade a sua programação com sessões amanhã e sábado, sempre às 19h, no Teatro de Santa Isabel. O evento, idealizado pelos produtores Paulo de Castro e Íris Macedo, encerra a temporada de apresentações com grupos de dança de estilos bastante diversificados, sendo em sua maioria, grupos e companhias pernambucanas. As únicas exceções são a companhia do Ballet Eliana Cavalcanti, de Maceió, e a Escola Municipal de Ballet Professor Roosevelt Pimenta, de Natal, que se apresentam, respectivamente, nos mesmos dias das demais.

A segunda etapa da mostra prioriza a apresentação de equipes iniciantes, mesclando com grupos já profissionais, uma das características do evento. Entre os destaques da programação de amanhã estão os pernambucanos do Grupo Endança, o Núcleo de Formação em Dança Espaço Experimental e a Cia. Pernambucana de Sapateado. Já no sábado, o palco do Santa Isabel recebe companhias que vão da Dança do ventre ao Balé Clássico. Destaque para o grupo Gesttus de Dança contemporânea.

Serviço
VII Mostra Brasileira de Dança
Teatro de Santa Isabel
Ingressos - R$15 (inteira) e R$ 7,50 (meia-entrada)
Telefone: 3224-1020

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 23/07/2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Rafinha do CQC faz sucesso em PE

Foto: Arthur Mota
Ninguém, em sã consciência, gosta de ser insultado. Porém, para as pessoas que lotaram as duas sessões (com ingressos esgotados, a produção abriu uma sessão extra) do stand up comedy “A Arte do Insulto”, ontem no teatro da UFPE, isso não parece ser problema. Mérito atribuído ao humorista, ator, e jornalista, Rafinha Bastos, que ao longo de aproximadamente 60 minutos consegue fazer a plateia rir de si própria, e também de temas delicados como religião, preconceito racial, pena de morte, entre outros.

Para conseguir tal façanha, sem que ninguém sinta-se realmente “insultado”, Bastos - que ganhou projeção nacional como um dos apresentadores do programa Custe o Que Custas (CQC), da rede Bandeirantes - começa o show fazendo graça de sua própria condição. Gaúcho e judeu, as piadas sobre circuncisão e a opção sexual dos seus conterrâneos são inevitáveis. A estratégia acaba aproximando o humorista do público, que seguem o espetáculo em sintonia, como se fosse, na verdade, uma conversa - que é de fato a característica desse tipo de espetáculo.

Conhecido pelo humor ácido e irritadiço (bastante parecido com o tipo de humor contido nos textos da apresentadora e roteirista Fernanda Young), até sua falta de tolerância para alguns assuntos viram motivo de piada. Seja a falta de paciência com as filas preferênciais no banco, a indisponibilidade para acordar cedo, ou até mesmo a aversão a fotografia durante o show - que o diga o fotografo desse jornal, que acabou ganhando uma sentada no colo do artista - acabam tornado-se temas do espetáculo, e graças ao carisma de Rafinha.

Ao final da apresentação o saldo foi bastante positivo, ainda que alguns fãs tenham saído um pouco desapontados. “Senti falta de críticas mais políticas, que são bem característica dele no CQC. Mas ainda assim gostei bastante do show” comentou a empresária, Joana Halley. Em resumo, “A arte do insulto” acaba sendo um programa bastante agradável para um final de domingo, isso se você não tiver nascido em Rondônia. Esses sim, talvez tenham sido “insultados”.

* A matéria foi capa e publicada no caderno "Geral" da Folha de Pernambuco de 20/07/2009

Renata Arruda fez show para todos gostos

Foto: Bruno Campos
Se existe um adjetivo a ser dado ao repertório do show que a cantora Renata Arruda apresentou na última sexta-feira, no teatro da UFPE, é eclético. A paraibana fez bonito ao cantar para uma plateia pequena, mas fiel, que compareceu ao teatro e entoou sucessos do CD: “Deixa”. É bem verdade que o “excesso” de estilos distintos faz o show oscilar entre momentos bastante interessantes - como no arranjo da música “Ninguém vai tirar você de mim” até outros um tanto quanto monótonos. Porém, é inegável que a voz potente de Renata é seu grande trunfo, e que seja cantando samba, baladas românticas, e até mesmo carimbó, a cantora dá conta do recado.

Acompanhada pelos músicos Juno Moraes (guitarra), Alexandre Cavallo (baixo) e Calos César (bateria), Renata apresentou algumas de suas mais novas composições, como “Palavra escrita”, “Rota” e a bem humorada “Vitamina”. Entre uma música e outra, a cantora agradou recitando seu poema “Entra”.

Ao som de “É ouro pra mim”, já no bis, uma debandada de fãs correu para beira do palco, filmando e fotografando Renata. Enquanto outra parte já se aglomerava na fila do camarim. Renata prontamente retribuiu o carinho oferecendo ao Recife o xote “Se avexe não”. Provando que além de ser uma cantora difícil de ser rotulada, ela tem aquilo que mais importa para um artista: o carinho dos fãs.

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 20/07/2009

domingo, 19 de julho de 2009

Decoração - Tradição carregada de requinte

O uni­ver­so da de­co­ra­ção é re­ple­to de pos­si­bi­li­da­des. De tem­pos em tem­pos, sur­gem novas ten­dên­cias, téc­ni­cas e es­ti­los, en­quan­to ou­tras caem no os­tra­cis­mo. Porém, al­guns ele­men­tos nunca saem de moda. Peças de Arte Sacra são um bom exem­plo disso. Tra­zem con­si­go o re­quin­te do an­ti­go, e ul­tra­pas­sam ques­tões re­li­gio­sas pas­san­do a ocu­par lugar de des­ta­que mesmo na casa dos mais cé­ti­cos.

Imagens, telas, ora­tó­rios, cas­ti­çais, ador­nos. Tudo pode ser in­cor­po­ra­do à de­co­ra­ção, mesmo em am­bien­tes mais mo­der­nos. O de­co­ra­dor Rob­son Chagas ex­pli­ca que o se­gre­do é usar uma peça sacra como des­ta­que em uma de­co­ra­ção mais clean. “Ainda pre­va­le­ce má­xi­ma de que menos é mais. Como as peças são sem­pre re­bus­ca­das, ta­lha­das e com cores fortes, é im­por­tan­te não co­lo­car mui­tas em um mesmo es­pa­ço. É pre­ci­so que a peça seja o des­ta­que da de­co­ra­ção, do con­trá­rio, pode tornar-se pe­sa­do e can­sa­ti­vo”, orien­ta o de­co­ra­dor. O se­gre­do para ga­ran­tir o re­quin­te e o es­ti­lo do am­bien­te, é saber a dose certa entre o novo e o an­ti­go.

De acor­do com o de­cre­to-lei n° 25/37 do Instituto do Patrimô­nio Histórico e Artístico Nacio­nal (IPHAN), peças ori­gi­nais que es­te­jam em igre­jas tom­ba­das, per­ten­centes à união, es­ta­do ou mu­ni­cí­pio, não podem ser ven­di­das - o que acaba tor­nan­do o mer­ca­do das ré­pli­cas mais re­qui­si­ta­do.

Com um pú­bli­co fiel e he­te­ro­gê­neo, vá­rias lojas es­pe­cia­li­zam-se ex­clu­si­va­men­te neste tipo de pro­du­to. “Trabalhamos com ré­pli­cas au­tên­ti­cas. Não é um ar­ti­go in­dus­tria­li­za­do, feito em série. Cada peça tem um aca­ba­men­to ar­te­sa­nal per­so­na­li­za­do, o que as torna única” ex­pli­ca a em­pre­sá­ria Vera Jucá, que já tra­ba­lha no seg­men­to há seis anos. Entre os itens mais pro­cu­ra­dos, ima­gens de san­tos e as telas do ar­tis­ta per­nam­bu­ca­no Romero de Andrade Lima. “As pes­soas gos­tam muito das peças por­que, além do sen­ti­do re­li­gio­so, elas são muito bo­ni­tas”, diz Vera, que com­ple­men­ta: “Fazemos ques­tão de tra­ba­lhar ape­nas com ar­tis­tas do Estado”.


Serviço
“Capella”
Rua da Alfândega - Paço Alfândega loja 113
Telefone: 3424-0078
www.capellaartigosreligiosos.com.br

Rafinha Bastos e a sua "Arte do Insulto" na Federal

O teatro da UFPE recebe neste domingo, às 20h, o espetáculo “A Arte do Insulto”, protagonizado pelo jornalista e ator Rafinha Bastos, um dos apresentadores do programa Custe o Que Custar (CQC), da Band. O show segue o formato de stand up comedy - gênero no qual o humorista se apresenta sozinho, de pé, sem acessórios cênicos, ou qualquer artifício visual. Na TV com o programa - onde além de apresentação ele faz matérias - e em inúmeras campanhas publicitárias, sucesso de público, e do Youtube, Rafinha vive hoje a melhor fase de sua carreira. O caderno de Programa conversou com o humorista, que falou sobre os desafios do espetáculo, sobre a carreira e o sucesso do programa CQC.

Por que “A Arte do Insulto”?
Eu botei este nome pra plateia se preparar e saber que os temas não são nada usuais. Mas não é para insultar ninguém.Quero sim, tratar de assuntos difíceis que normalmente não são vistos em shows de humor.

Apesar de ser um show de stand up comedy, o espetáculo exige muito do seu trabalho como ator?
Quando eu subo no palco, sou eu mesmo. Falo minhas histórias, faço minhas críticas, é mais um trabalho de ser eu mesmo. O material é todo escrito por mim, com base em experiências que vivi.

Assusta saber que o único artifício que você pode lançar mão no show é a sua criatividade?
Não vou mentir pra você, nunca. Eu nasci fazendo isso. Minhas experiências profissionais são todas desse tipo. É claro que é sempre muito excitante levar isso para uma plateia nova. Não assusta, o que rola é uma empolgação.

Além de ator, você também é jornalista, a decisão do STF sobre a não obrigatoriedade do diploma já virou tema de piada no espetáculo?
Tenho ficado full time com CQC e não tenho trabalhado muito com o texto. Falo de coisas atemporais. Os novos textos devem entrar no próximo espetáculo que pretendo estrear no ano que vem.

Saindo um pouco do show, na TV, com o CQC você está à frente do quadro Proteste já, responsável pela parte mais política do programa. Como é essa experiência?
Tenho muito orgulho de fazer o Proteste Já. Ele me dá possibilidade de fazer jornalismo e humor, confrontar autoridades de forma bem humorada em rede nacional.

Você foi um dos pioneiros a divulgar seu trabalho na internet. Ainda hoje, é um dos mais vistos no Youtube, mantém um blog e é twittero assíduo. É difícil administrar tantos perfis na rede?
Eu gosto muito de fazer o que faço na internet. É a oportunidade de me ligar diretamente com meu público e conversar com eles. Não é trabalho é prazer.

* A matéria foi publicada no caderno "Programa" da Folha de Pernambuco de 17/07/2009